Portugueses sólidos no arranque do Dakar 2026. João Ferreira foi 14º nos automóveis

Portugueses sólidos no arranque do Dakar 2026. João Ferreira foi 14º nos automóveis

Pilotos favoritos impõem-se na primeira etapa e não causam surpresas na prova em solo saudita
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A primeira etapa do Rali Dakar 2026, disputada este domingo na Arábia Saudita, com partida e chegada em Yanbu e com cerca de 305 quilómetros cronometrados, marcou um início exigente da prova, com navegação complexa e terrenos variados. Os pilotos portugueses tiveram um desempenho consistente, enquanto os principais candidatos à vitória final começaram desde logo a marcar posições.

Entre os automóveis, o melhor português foi João Ferreira, aos comandos de uma Toyota Hilux T1+ navegado por Filipe Palmeiro, que terminou a etapa no 14.º lugar, a pouco mais de quatro minutos do vencedor. O piloto português optou por uma abordagem prudente, evitando erros numa jornada tradicionalmente traiçoeira, garantindo um arranque seguro numa das categorias mais competitivas do rali.

Nos SSV, Portugal voltou a destacar-se. Alexandre Pinto foi uma das figuras do dia ao concluir a etapa na 2.ª posição da classe, colocando-se desde cedo na luta pelos lugares cimeiros da geral. Gonçalo Guerreiro terminou dentro do top 5, enquanto João Monteiro e João Dias fecharam a etapa entre os 15 primeiros. Os restantes pilotos portugueses da categoria completaram a especial sem problemas mecânicos relevantes, num dia de gestão e adaptação ao ritmo do Dakar.

Na categoria das motos, o melhor representante nacional foi Martim Ventura, que terminou a primeira etapa no 11.º lugar da classe Rally 2, naquele que é o seu ano de estreia no Dakar. Bruno Santos, Pedro Pinheiro e Nuno Silva também conseguiram concluir a especial, acumulando quilómetros importantes numa prova onde a regularidade e a resistência são determinantes.

Nos protótipos ligeiros (Challenger/T3), as duplas portuguesas tiveram igualmente um arranque positivo, com Rui Carneiro / Fausto Mota a terminarem dentro do top 10 da categoria e Pedro Gonçalves / Hugo Magalhães logo a seguir, mantendo-se próximos das posições da frente. Já nos camiões, o navegador português Paulo Fiúza, integrado numa equipa Iveco, completou a etapa, mantendo-se próximo dos lugares de pódio da classe.

Belga de Mévius lidera nos automóveis, espanhol Canet nas motos

Quanto à luta pelos primeiros lugares, a vitória na etapa de carros pertenceu ao belga Guillaume de Mévius, ao volante de um Mini X-Raid e navegado por Mathieu Baumel, que concluiu a especial com cerca de 40 segundos de vantagem sobre o qatari Nasser Al-Attiyah, agora aos comandos do novo Dacia Sandriders. O checo Martin Prokop, num Ford Ranger, fechou o pódio da etapa. Um dos candidatos ao triunfo final, o saudita Yazeed Al-Rajhi, perdeu tempo devido a dificuldades de navegação e ficou mais atrasado na classificação.

Nas motos, o espanhol Edgar Canet (KTM) confirmou o excelente início de prova ao vencer a etapa, depois de já ter sido o mais rápido no prólogo. O australiano Daniel Sanders (KTM) foi segundo classificado, com o norte-americano Ricky Brabec (Honda) a terminar na terceira posição.

Já nos camiões, a vitória da etapa foi para o checo Aleš Loprais, em Iveco, à frente de Mitchel van den Brink e Martin Macík Jr., num dia de claro domínio dos veículos da marca italiana.

A Etapa 2 do Rali Dakar 2026 vai ligar Yanbu a AlUla, representando um dos primeiros desafios reais da prova após o prólogo e a primeira etapa disputada em torno de Yanbu. Esta etapa assinala a transição para o interior da Arábia Saudita, com um terreno mais técnico e variado. O percurso terá cerca de 504 quilómetros, incluindo uma especial cronometrada de aproximadamente 400 quilómetros, combinando zonas rápidas com trilhos rochosos e constantes mudanças de relevo.

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