Meia-maratona: RunPorto critica alarmismo e responde que teve 76 elementos no auxílio a atletas
A meia-maratona do Porto originou vários problemas físicos em atletas. Dez foram parar ao hospital, cinco deles acabaram por ser mesmo internados nas unidades de São João e Santo António. Isso levou a que a organização, a RunPorto, anunciasse medidas de alteração para 2027. Para contornar a temperatura, no próximo ano o início da corrida será antecipado das 9 para as 8 horas e prometeu-se a redução de inscrições e mais postos de abastecimento.
Esta quinta-feira, Jorge Teixeira disse que a RunPorto foi “exemplar” nas condições de segurança e saúde pública na meia-maratona do Porto, realizada no domingo. À agência Lusa, reagiu com números às críticas em relação à organização, enumerando uma equipa de 76 elementos, que incluía médicos, enfermeiros, técnicos de emergência, Cruz Vermelha, bombeiros e outra logística.
Detalhou que estavam 16 médicos escalados e disse que “foram decisivos na resposta, pois quem foi para o hospital já foi entubado”. Enunciou ainda que o posto médico avançado na meta tinha “equipamento equivalente a uma sala de emergência de um grande hospital e que assistiu mais de 300 pessoas”, pormenorizou, reconhecendo as centenas de colapsos devido ao calor.
Disse terem estado operacionais “14 ou 15 ambulâncias de apoio” e que foram distribuídas 90 mil garrafas de água. “Não foi a hora e também não foi o calor, porque 30 graus não é calor extremo. E não podíamos adivinhar, quando no fim de semana anterior até choveu”, defendeu-se. “Não se deixem levar por alarmismos”, pediu, anunciando a meta de que em 2027 o percurso tenha “mais tempo junto ao rio Douro e em Gaia, à sombra.”
Garantiu que a equipa da RunPorto tem “acompanhado permanentemente a situação dos internados” e disse ter indicações de que os dois elementos internados no hospital São João “poderão eventualmente passar já o fim de semana em casa”.
No caso dos três internados no hospital Santo António, revelou que o paciente venezuelano “está consciente e quase bem”. Quanto ao atleta galego da Corunha, a ajuda fornecida tem chegado inclusivamente à família, à qual a organização tem dado apoio psicológico e logístico “para poderem acompanhar a situação de perto sem terem de se preocupar com mais nada”. A Lusa contactou o hospital Santo António e à agência foi dito que dois doentes permanecem no Serviço de Cuidados Intensivos e que um tem ainda prognóstico reservado.
* Com Lusa


