A seleção nacional de futebol de praia prepara-se para iniciar mais uma campanha europeia com a ambição assumida de alcançar a fase final e lutar pelo título. A primeira etapa da Euro Beach Soccer League tem início a 19 de maio, em El Puerto de Santa María, em Espanha, marcando o arranque de uma época que se antevê exigente e competitiva. Esta terça-feira a equipa nacional saiu vitoriosa do primeiro encontro particular com a Ucrânia. Na Foz do Lizandro a equipa nacional venceu por 5-3. O segundo jogo realiza-se esta quarta-feira, dia 6.Madjer, antigo internacional e atual dirigente da Federação Portuguesa de Futebol, explicou que o formato da competição obriga a consistência desde o primeiro momento. “Basicamente, isto tem uma ou duas fases de apuramento concentradas, com jogos todos os dias durante quatro a cinco dias, e depois vai-se criando um ranking. No final, apuram-se as melhores seleções para a fase decisiva”, referiu, sublinhando a intensidade do calendário competitivo.Portugal integra a divisão principal e volta a assumir-se como candidato, embora sem facilitar na análise ao contexto atual. “Prevejo jogos de dificuldade elevada, até porque as federações estão cada vez mais organizadas e a dar melhores condições. Mas nós não podemos fugir à nossa intenção: queremos sempre chegar às fases finais e vencê-las”, afirmou Madjer, reforçando a ambição da equipa nacional. A preparação para esta etapa tem sido feita através de vários encontros de carácter particular, tanto no setor masculino como no feminino. “São jogos de preparação exatamente para o início da época europeia. Servem para afinar processos e perceber onde podemos melhorar”, explicou.O dirigente considera que o futebol de praia atravessa uma fase de transformação profunda face ao período em que ainda competia como jogador. “Mudou radicalmente. Somos um país pequeno, mas cheio de talento. Quando temos condições, conseguimos tocar o céu”, afirmou. Desde que integrou a estrutura federativa, após terminar a carreira em 2019, Madjer tem estado envolvido na definição de um plano estratégico para a modalidade. “Temos vindo a criar condições para potenciar atletas, treinadores e todos os agentes. Existe uma oportunidade clara de crescimento sustentável e isso já se está a refletir em conquistas”, acrescentou.Esse crescimento é visível não apenas nos resultados internacionais, mas também no aumento do número de praticantes e no investimento em infraestruturas. “Temos cada vez mais autarquias a investir em espaços para desportos de areia. Isso permite um crescimento mais acelerado e com enorme potencial”, referiu. O desenvolvimento do futebol de praia feminino é outro dos sinais mais evidentes desta evolução. “Era um passo que a sociedade tinha de dar, e o desporto não podia ficar de fora. Criámos condições e a resposta tem sido muito positiva”, afirmou Madjer, acrescentando que o número de atletas e clubes tem vindo a crescer de forma significativa. “Já começamos a ter jogadoras que se dedicam exclusivamente ao futebol de praia, o que antes não acontecia.” A possibilidade de alcançar a seleção nacional num espaço de tempo relativamente curto tem funcionado como fator de atração para novas atletas. “No futebol de praia, como ainda há menos praticantes, é mais fácil atingir a seleção. Isso alicia muitas jogadoras e acelera o crescimento da modalidade”, explicou.Apesar da consolidação da modalidade em Portugal, Madjer identifica desafios a nível internacional, apontando a integração plena na UEFA e a presença nos Jogos Olímpicos como objetivos estruturantes. “A integração total na UEFA é um objetivo de todos. E depois há o sonho olímpico. Gostaríamos muito de ver a modalidade, nem que fosse de forma experimental, nos Jogos Olímpicos. É um passo natural”, concluiu..Futebol de praia: Portugal vence Ucrânia por 5-3 em jogo de preparação na Foz do Lizandro.Portugal goleia Espanha e sagra-se campeão europeu de futebol de praia de sub-20