A Fundação do Futebol – Liga Portugal formalizou, esta terça-feira, dia 7 de abril, um protocolo de colaboração com a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP), que visa promover uma cultura de respeito, fair play e responsabilidade associada ao desporto, nomeadamente no futebol.O projeto “12.º Jogador” pretende jogar na prevenção da violência associada a eventos de futebol. A ideia é que as novas gerações possam ter uma vivência mais positiva, consciente e responsável do espetáculo desportivo. Desenvolvido em articulação com o “Programa Escola Segura”, o “12.º Jogador” terá como principal eixo de intervenção a comunidade escolar do 3.º ciclo do ensino básico, com uma abordagem integrada, envolvendo alunos, docentes, não docentes e encarregados de educação. Chegar aos mais jovens é o grande desafio e objetivo, através de momentos de sensibilização, esclarecimento e reflexão sobre comportamentos dentro e fora dos estádios.Para Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, “o futebol deve ser também uma ferramenta ativa de formação cívica", e por isso é tão urgente "investir no futuro do próprio jogo, promovendo valores como o respeito, o fair play e a responsabilidade desde cedo", porque o futebol "tem impacto real na sociedade”.A violência contra os árbitros é uma preocupação e por isso o projeto integra ainda a iniciativa “Carrinha da APAF: Arbitragem na Escola”, que proporciona uma experiência interativa sobre o papel da arbitragem. “Participar nesta ação vai muito além de uma presença institucional. Representa um compromisso claro com a proximidade, reforçando a importância de estar mais perto dos adeptos, de ouvir, de esclarecer e de construir uma relação assente na confiança, certos de que iniciativas como esta contribuem para a humanização da arbitragem, dando a conhecer melhor o trabalho, a dedicação e a responsabilidade que cada árbitro assume em campo", defendeu o presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, José Borges.A assinatura contou com a presença do presidente da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto, Rodrigo Cavaleiro, para quem “este protocolo é um exemplo de como a prevenção deve começar cedo, envolvendo a comunidade escolar na promoção de valores e comportamentos responsáveis". Também o Superintendente-Chefe da PSP, Pedro Gouveia e o o Tenente-General Pedro Oliveira, da GNR, destacaram a dimensão preventiva da iniciativa, defendendo que o futebol deve ser um veículo de comportamentos exemplares.Já Sónia Pestana, diretora de Serviços de Segurança Escolar da DGEstE, falou da escola como "espaço onde se formam não apenas alunos, mas cidadãos". Daí ser essencial trabalhar competências sociais e comportamentais como esta iniciativa da Liga Portugal..Violência no desporto recua, pirotecnia persiste e futebol concentra quase tudo