O vencedor Guillermo Thomas Silva, da XDS Astana.
O vencedor Guillermo Thomas Silva, da XDS Astana.BORISLAV TROSHEV

Giro marcado por queda coletiva: António Morgado resiste e Guillermo Thomas Silva conquista a rosa

Português perdeu mais de sete minutos após o acidente que abalou o pelotão, enquanto o uruguaio da Astana venceu ao sprint em Veliko Tarnovo e assumiu a liderança da geral.
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O uruguaio Guillermo Thomas Silva, da XDS Astana, venceu este sábado a segunda etapa do Giro d’Italia, impondo-se ao sprint em Veliko Tarnovo, na Bulgária, depois de um dia caótico marcado por uma violenta queda colectiva a cerca de 20 quilómetros da meta. O jovem sul-americano tornou-se no primeiro uruguaio a vencer uma etapa da prova e assumiu também a liderança da classificação geral, vestindo a camisola rosa. 

A etapa, com 221 quilómetros entre Burgas e Veliko Tarnovo, ficou profundamente condicionada pela chuva e pelo piso escorregadio. Pouco depois de a fuga do dia ter sido anulada, uma queda envolvendo perto de duas dezenas de corredores obrigou mesmo à neutralização temporária da corrida. Entre os ciclistas afectados estiveram António Morgado e Adam Yates, ambos da UAE Emirates-XRG, além de nomes importantes como Jay Vine, Marc Soler e Santiago Buitrago, que acabaram por abandonar a competição devido às consequências do acidente. 

António Morgado conseguiu continuar em prova, apesar das dificuldades físicas resultantes da queda. O português, que iniciou a etapa com a camisola branca da juventude, perdeu bastante tempo na fase final e terminou na 136.ª posição, a 7.04 minutos de Guillermo Thomas Silva. Ainda assim, evitou a desistência num dia especialmente duro para a formação dos Emirados. 

O melhor português na etapa foi Afonso Eulálio, da Bahrain Victorious, que integrou o segundo grupo da corrida e cortou a meta no 57.º lugar, a 1.01 minutos do vencedor. Já Nelson Oliveira, da Movistar, concluiu a tirada na 77.ª posição, a 2.05 minutos. Na classificação geral, Eulálio subiu ao 52.º posto, Nelson Oliveira caiu para 73.º e Morgado desceu ao 106.º lugar. 

Na parte desportiva, a corrida ainda acelerou na subida final para o Mosteiro de Lyaskovets, onde Jonas Vingegaard tentou fazer diferenças. O dinamarquês atacou nas rampas mais duras e apenas Giulio Pellizzari e Lennert van Eetvelt conseguiram acompanhar o ritmo. O trio ainda entrou isolado nos quilómetros finais, mas acabou alcançado já perto da meta por um grupo reduzido, onde Guillermo Thomas Silva surgiu mais forte no sprint decisivo, batendo o alemão Florian Stork e o italiano Giulio Ciccone. 

A terceira etapa do Giro realiza-se este domingo, entre Plovdiv e Sófia, ainda na Bulgária, ao longo de 175 quilómetros, num percurso teoricamente favorável aos sprinters. 

O vencedor Guillermo Thomas Silva, da XDS Astana.
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