Gerson Baldé era esperança de ouro no salto em comprimento, mas ficou fora das medalhas
Portugal continua sem medalhas nos Campeonatos da Europa de atletismo ao ar livre. Esta terça-feira (11 de agosto), em Birmingham, Gerson Baldé, campeão mundial de pista coberta do salto em comprimento e por isso uma das grandes esperanças portuguesas em conquistar uma medalha, acabou num inglório 4.º lugar.
Com vento contra, como o próprio disse ao treinador após saltar 7,91 metros logo na primeira tentativa, o português entrou na prova com o terceiro melhor salto... mas rapidamente passou para nono, subido depois até ao quinto lugar. No quinto e penúltimo salto, o português pisou a tábua de chamada e desperdiçou assim mais uma oportunidade para chegar às medalhas.
No último salto ainda passou para 3.º com 8,18 metros, mas iria perdeu o bronze para o búlgaro Bozhidar Sarâboyukov, que fez 8,26 metros no salto final. A prata foi para o suíço Simon Ehammer (8,29) e o ouro para o grego Miltiadis Tentoglou (8,44).
Como prémio de consolação, o algarvio de 26 anos igualou o melhor resultado de sempre de um português no comprimento, em Europeus ao ar livre, que resiste há 76 anos, depois de Álvaro Dias ter sido quarto em Bruxelas1950.
A residir na Maia, onde treina com José Barros, antigo Diretor Técnico Nacional da Federação Portuguesa de Atletismo, o algarvio de 26 anos chegou a Birmingham com a quarta melhor marca europeia do ano, graças aos 8,46 metros alcançados em Torun, na Polónia, em março, quando conquistou o mundial e tinha como melhor marca ao ar livre 8,20 metros, mas ficou pelo 8,18 metros e sem pódio.
No Disco, Emanuel Sousa terminou no 19.º lugar da classificação geral, com a melhor marca de 58,01 metros, mas não bastou para chegar à final. Já Edson Gomes foi desqualificado nos 110m barreiras - a Federação Portuguesa de Atletismo apresentou protesto formal logo após a prova, devido ao toque feito pelo atleta ucraniano no começo da prova, que acabou por ser indeferido pela equipa de arbitragem.
Omar Elkhatib e Ericsson Tavares encerraram a prestação portuguesa no top-20 das meias-finais dos 400 metros, enquanto Delvis Santos não chegou a competir nas meias-finais dos 100 metros, por motivos médicos.
Fatoumata Diallo quer recorde e/ou medalha
Fatoumata Diallo corre amanhã (21h08, RTP2) a final dos 400 metros barreiras dos Campeonatos da Europa de atletismo. Hoje a portuguesa terminou a sua série em segundo lugar atrás da eslovaca Emma Zapletalová e garantiu assim um lugar na corrida de atribuição das medalhas.
Esta é a sua segunda final em Europeus ao ar livre, após ter fechado a participação em Roma2024 no oitavo lugar. “O meu treinador (Felipe Siqueira) disse-me que tinha de matar ou ser morta. Se não desse tudo, ficava fora e isso ficou-me na cabeça. Tinha de dar tudo e dei. Agora, espero um recorde pessoal ou uma medalha”, confessou Fatoumata Diallo, que detém o recorde nacional (54,31s) a meias com Sofia Lavreshina, que não foi além do 11.º lugar, com a marca de 54.79 segundos. A jovem vai ainda integrar a estafeta feminina de 4×400 metros na sexta-feira.
Também amanhã, nos 400 metros barreiras masculinos, Diogo Barrigana, disputa as meias-finais (12h55, RTP2) e tenta chegar à final. “É um grande orgulho já estar aqui no Europeu, é um orgulho ele passar à meia-final”, assumiu Paulo Barrigana, um dos maiores barreiristas de sempre, que agora treina o filho Diogo, que se apurou em 11.º lugar com 49.77 segundos.
Já Mikael Jesus não conseguiu seguir em frente, mas assinou um novo melhor registo da época, com o tempo de 50.20 segundos.
isaura.almeida@dn.pt

