Gennaro Gattuso falhou em levar Itália ao Mundial após ser derrotado pela Bósnia e Herzegovina nos penáltis na última terça-feira, 31 de março.
Gennaro Gattuso falhou em levar Itália ao Mundial após ser derrotado pela Bósnia e Herzegovina nos penáltis na última terça-feira, 31 de março.FOTO: EPA/Biel Alino

Gennaro Gattuso deixa comando da seleção italiana após falhar apuramento para o Mundial

Saída acontece por mútuo acordo com a federação, em frangalhos após a squadra azurra ficar fora do principal torneio de seleções pela terceira vez consecutiva.
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Gennaro Gattuso já não é o selecionador de Itália. A saída foi confirmada esta sexta-feira, 3 de abril, após um acordo com a Federação Italiana de Futebol para a rescisão do contrato, na sequência da falha no apuramento para o Mundial de 2026.

Num comunicado, o treinador lamentou não ter cumprido o principal objetivo do ciclo. “Com o coração pesado, por não termos conseguido atingir o objetivo que traçámos, considero que o meu tempo como técnico da seleção chegou ao fim”, afirmou o antigo médio, campeão do Mundo em 2006.

O treinador, que assumiu funções em junho de 2025, agradeceu o apoio institucional e dos adeptos. “Gostaria de agradecer ao presidente Gabriele Gravina e a Gianluigi Buffon, juntamente com toda a equipa da federação, pela confiança e apoio que sempre me demonstraram. Foi uma honra comandar a seleção”, disse, deixando uma mensagem especial aos fãs: “O meu maior agradecimento vai para os adeptos, para todos os italianos que nunca deixaram de demonstrar o seu amor e apoio."

A federação também reconheceu o trabalho desenvolvido por Gattuso desde que substituiu Luciano Spalletti, despedido após uma série de resultados negativos. Ainda assim, a eliminação frente à Bósnia-Herzegovina ditou o fim do ciclo.

A ausência no Mundial de 2026 marca a terceira falha consecutiva da Itália em chegar à fase final da competição - um cenário inédito para uma seleção campeã do mundo. A eliminação desencadeou uma série de mudanças no futebol italiano, incluindo a saída do presidente Gabriele Gravina, que também apresentou a demissão.

Também Gianluigi Buffon, chefe de delegação da seleção, abandonou funções após o desaire. O antigo guarda-redes justificou a decisão com a responsabilidade pelo fracasso: “O principal objetivo era levar a Itália de volta ao Mundial. E não conseguimos", lamentou.

O momento do futebol italiano é de uma legítima tragédia. A seleção tetracampeã do mundo ficará, no mínimo, 16 anos longe do principal palco de futebol de seleções. Em Itália, a preocupação de momento é como recuperar o prestígio dentro e fora dos relvados e, acima de tudo, voltar a envolver uma grande parcela da população junto à sua seleção: uma relação que tem cada vem mais se deteriorado pelos constantes fracassos da Azurra.

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