Entre a renovação e a exigência: Sub-17 cedem na estreia da Ronda de Elite
RODRIGO ANTUNES

Entre a renovação e a exigência: Sub-17 cedem na estreia da Ronda de Elite

Portugal apresentou uma equipa totalmente nova face à geração campeã europeia e mundial de futebol e perdeu por 3-2, após estar em vantagem frente à Itália.
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A Seleção Nacional Sub-17 iniciou a caminhada na Ronda 2 de qualificação para o Campeonato da Europa de 2026 com um desaire frente à Itália, por 3-2, num encontro intenso disputado na região da Úmbria. Apesar de ter entrado melhor na partida e de ter alcançado uma vantagem de dois golos ainda na primeira parte, a equipa portuguesa acabou por sofrer a reviravolta na etapa complementar, num jogo marcado por duas partes distintas e por uma resposta eficaz da formação italiana após o intervalo.

Portugal adiantou-se no marcador aos 11 minutos, por intermédio de Gustavo Guerra, que finalizou com um remate colocado já dentro da área, após um cruzamento longo da direita de Nélio Batista. Apenas quatro minutos depois, aos 15, Afonso Ferreirinha ampliou a vantagem nacional num lance de grande rapidez: recebeu um passe longo de Tiago Rodrigues, ultrapassou o defesa e o guarda-redes italianos e finalizou com classe para o 0-2.

A resposta italiana surgiu logo no início da segunda parte. Perillo reduziu aos 46 minutos e, pouco depois, aos 51, Okon restabeleceu a igualdade. Já na fase final da partida, aos 75 minutos, Landi completou a reviravolta e fixou o resultado em 3-2 para a Itália, penalizando a quebra portuguesa na etapa complementar e colocando maior pressão sobre os jogos seguintes desta fase decisiva.

Este resultado obriga agora a Seleção Nacional a reagir rapidamente nas duas jornadas restantes do grupo, onde apenas o primeiro classificado garante presença direta na fase final do Europeu. A margem de erro tornou-se, assim, praticamente inexistente para a equipa orientada por José Lima. 

A atual seleção portuguesa de sub-17 apresenta uma mudança total face à equipa que conquistou, no ano passado, os títulos europeu e mundial da categoria. De acordo com as convocatórias oficiais divulgadas pela Federação Portuguesa de Futebol, não há qualquer jogador em comum entre os campeões de 2025 e o grupo atualmente em competição.

Recorde-se que Portugal se sagrou campeão europeu a 1 de junho de 2025 e que, meses depois, a 27 de novembro de 2025, conquistou também o Campeonato do Mundo da categoria, com uma base praticamente idêntica. De uma competição para a outra mantiveram-se 18 jogadores do grupo campeão europeu, evidenciando a estabilidade desse ciclo vencedor anterior.

FPF

A comparação direta entre as convocatórias confirma que não existe qualquer sobreposição entre os jogadores campeões europeus e mundiais em 2025 e os atletas atualmente chamados para esta fase de apuramento. Trata-se, portanto, de uma nova geração dentro do escalão, agora a iniciar o seu percurso competitivo internacional e a dar os primeiros passos em contexto de qualificação decisiva. 

Também ao nível da equipa técnica houve alterações. Em 2025, a seleção campeã europeia e mundial era orientada por Bino Maçães, enquanto a atual equipa sub-17 é treinada por José Lima, responsável por liderar este novo ciclo competitivo e por consolidar uma identidade própria para o grupo.

Inserida no Grupo A2 da segunda ronda de qualificação, a equipa portuguesa vai ainda defrontar a Roménia, a 28 de março, e a Islândia, a 31 de março, numa mini-liga disputada em território italiano. Estes encontros assumem agora carácter determinante para as aspirações portuguesas, exigindo uma resposta competitiva imediata por parte da equipa técnica e dos jogadores. 

De acordo com o regulamento da UEFA os segundos classificados não asseguram presença na fase final europeia, embora possam ainda manter possibilidades de qualificação para o Campeonato do Mundo de sub-17 de 2026, dependendo do enquadramento global do apuramento europeu.

Neste contexto, os próximos jogos assumem importância decisiva não só para a continuidade na corrida ao título europeu, mas também para afirmar competitivamente esta nova geração portuguesa, chamada a dar sequência ao sucesso recente do futebol jovem nacional e a consolidar o processo de renovação dentro do escalão.

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