António Morgado, esperança portuguesa nas clássicas, estreia-se em Grandes Voltas
FOTO: FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLISMO

António Morgado, esperança portuguesa nas clássicas, estreia-se em Grandes Voltas

António Morgado correrá pela UAE o Giro. Equipa divulgou plantel que arranca prova na sexta-feira. Já com três presenças na Flandres e Roubaix, testar-se-á na montanha. João Almeida em repouso.
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Portugal estará representado na Volta a Itália apesar da indisponibilidade física de João Almeida. António Morgado, aos 22 anos, vai estrear-se em grandes Voltas, partindo pela equipa da UAE Emirates na sexta-feira, na Bulgária, em Nessebar.

A cumprir a terceira temporada no World Tour, o ciclista natural de Salir do Porto está escalonado para o coletivo que tentará o pódio em Itália, o que alcançou em 2025 com Isaac del Toro e em 2024 com Tadej Pogacar, nessa ocasião ganhando mesmo a corrida com o esloveno, além de seis etapas conquistadas.

O campeão nacional de contrarrelógio é peça importante no batalhão de clássicas da UAE, participou já em três edições da Volta a Flandres e em outras três da Paris-Roubaix. Esperança maior de Portugal em clássicas, até vendo o seu brilhante percurso em Mundiais (segundo em juniores em 2022 e segundo em sub-23 em 2023), este é um passo desejado pelo atleta que se vai testar na alta montanha. Visto com maior potencial para provas de um dia, Morgado não descartou ainda a possibilidade de vir a ser carta importante em três semanas e, nesse sentido, o Giro é um teste crucial à sua evolução.

O líder será Adam Yates, que já fez pódio na Volta a França, mas o britânico não é tão regular em lutas pelo top-5 em Grandes Voltas como é João Almeida, por exemplo. Tal poderá abrir a porta a Morgado para atacar etapas.

Morgado tem contrato até 2027 e tem sido escolha da UAE para abrir o calendário internacional. Por isso, tem estado em grande forma em janeiro e fevereiro. Neste 2026, tornou-se bicampeão na Clássica da Figueira e ganhou o Troféu Calvià no início da temporada. Esta prova espanhola tinha sido conquistada por Rui Costa em 2023, o que mostra bem a apetência de Morgado para o terreno ondulado. No Giro, será testado na alta montanha. Foi importante na vitória de Pogacar na Volta a Flandres, tal como Rui Oliveira.

Naturalmente, o corredor apontava a ida à Volta a Itália para contribuir para João Almeida e a sua luta pelo pódio, de quem é admirador confesso desde que se iniciou na bicicleta. Sem o 'vizinho' das Caldas da Rainha, a UAE terá o australiano Jay Vine, que conquistou a camisola da montanha nas últimas duas edições da Volta a Espanha, e ainda os espanhóis Marc Soler e Igor Arrieta, o equatoriano Jhonatan Narváez e o suíço Jan Christen, todos eles com perfil para também procurarem vitórias de etapa. O dinamarquês Mikkel Bjerg completa o lote, focando-se no contrarrelógio.

A UAE enfrenta uma onda de lesões. Isaac del Toro está afastado da competição e tenta recuperar a tempo do Tour. João Almeida, como o DN noticiou domingo dia 26 de abril, agravou a condição ao competir na Volta a Catalunha. Está neste momento em descanso depois de ter feito estágio com a equipa e retomará os treinos brevemente. Só depois se avaliará a condição para decidir o retorno à competição.

Ainda não estão confirmados todos os plantéis, mas tanto Nelson Oliveira (Movistar) como Afonso Eulálio (Bahrain) estavam escalonados para a corrida italiana. Jonas Vingegaard, da Visma, é o grande favorito e pode ser o oitavo da história, em caso de vitória, a conseguir ganhar as três principais provas de três semanas. Desde Chris Froome, em 2018, que ninguém o alcança.

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