A mão cheia de Brennan na Vuelta não se via em estreantes em Grandes Voltas desde 1979
Matthew Brennan levantou a mão cheia para assinalar o que conseguiu esta quarta-feira na Volta a Espanha. São cinco vitórias em 17 dias de corrida, entregando à Visma, que não luta pela geral da prova, sete etapas.
O sprinter britânico, que já disse querer correr o Tour em 2027 para vestir de amarelo no arranque no seu país, foi o mais forte em Sevilha e é o primeiro velocista a ganhar cinco ou mais etapas desde Marcel Kittel, alemão superior ao sprint no Tour de 2017. Obviamente, não se colocam a par as vitórias de etapa de Tadej Pogacar em 2024 quando, no Tour e no Giro, somou seis vitórias em cada uma das provas.
Passa a ser o mais novo de sempre a conseguir cinco etapas em Grandes Voltas (21 anos e 17 dias), é o mais novo a conseguir defender uma vitória anterior na Vuelta e o estreante mais bem-sucedido numa só edição de uma Grande Volta desde 1979.
Entre os sprinters correrá ainda por fazer mais história no adeus à corrida em Granada na 21.ª etapa. Igualou para já Degenkolb (2012) e Petacchi (2003 e 2005), os únicos velocistas a vencerem cinco etapas neste século de Vuelta.
Em Sevilha, onde Van Aert, o seu colega, tinha sido segundo em 2024, Brennan bateu Jordi Meeus, da Red Bull-Bora-Hansgrohe e Magnus Cort, da Uno-X.
Esta quinta-feira há contrarrelógio decisivo de 32 km com partida de Cádiz. Nos 32,1 km, Primoz Roglic, terceiro classificado, tem de recuperar 2m10s para Enric Mas, da Movistar, que continua de vermelho. Félix Gall está a 2m06s da liderança. Nunca o esloveno conseguiu tirar tanto tempo a Mas no exercício individual, embora tenha sido nos contrarrelógios que consolidou as quatro vitórias que tem na corrida.

