Melhor momento da vida de Enric Mas tem jejum a bater
Três vezes segundo classificado na geral da Volta a Espanha, Enric Mas entra na última semana de corrida em situação inédita. Vestido de vermelho, camisola herdada após a lesão de Tadej Pogacar (UAE), o líder da Movistar tem 2m06 para Felix Gall, da Decathlon, e 2m10s para Primoz Roglic, da Bora. “Depois de ter vivido momentos tão difíceis nos últimos meses, é de agradecer estar assim. É talvez o melhor momento da minha vida e nunca vou esquecer”, assegurou o ciclista de 31 anos, que procura, 12 anos depois de Alberto Contador, dar a vitória à Espanha, no maior jejum do país na prova de três semanas.
Não se amedronta com os 32,5 km de contrarrelógio de quinta-feira. “Falam do crono, mas primeiro há duas etapas que também são muito importantes, restarão dois dias de montanha importantes. O crono não me beneficia, mas a cada dia de montanha consegui ganhar tempo, assim não tenho de temer a contrarrelógio”, destacou.
As etapas de terça e quarta-feira são quase totalmente planas. Estepona e Alguacil, após o contrarrelógio, são subidas de grande dificuldade e decidirão a corrida. Roglic procura a quinta vitória na Vuelta e ser recordista isolado.
João Almeida não espera milagres
João Almeida esteve em duas fugas durante a segunda semana de prova e a UAE Emirates sem Tadej Pogacar ficou sem ambições de lutar pela geral individual. Como tal, há expectativas que o ciclista português possa voltar a tentar destacar. Ao Cyclingnews, baixou expetativas. "Milagres não acontecem de um dia para o outro", referiu, prometendo "continuar a lutar nas oportunidades que restem", mas lembrando que a época não lhe tem corrido da forma esperada.
"O calor é limitador, porque estamos a chegar ao limite do corpo humano, o que é um pouco perigoso", anotou, confidenciado: "Sempre sofri muito com isso [calor]. Para mim é difícil e afeta-me muito. Penso que é igual para todos, mas alguns rapazes lidam melhor do que outros."

