Uma série de ficção criada no Instagram: "Chamadas para a Quarentena"

Um grupo de argumentistas e atores portugueses fazem "Chamadas para a Quarentena" no Instagram. Audiolivros para todos e as pinturas inspiradoras de David Hockney.

Uma nova ficção: "Chamadas para a Quarentena"

Videochamadas. Andamos todos a fazer videochamadas. Muitas pessoas nunca tinham sequer experimentado este dispositivo e agora dependem das videochamadas para ver os seus familiares e amigos. Por isso é normal que as videochamadas passem também a aparecer na ficção que está a nascer por estes dias. É o que acontece em Chamadas para a Quarentena, pequenos episódios (cerca de 5 minutos) que mostram uma situação simples: duas pessoas em videochamada durante a quarentena. Podem ser dois namorados, duas amigas, uma psicóloga e a sua paciente. Chamadas para a Quarentena é um projeto dos argumentistas Artur Ribeiro, Filipe Homem Fonseca, Luís Filipe Borges, Nuno Duarte e Tiago R. Santos que conta com a colaboração de atores como Paula Lobo Antunes, Jorge Corrula, João Catarré, Manuela Couto e Teresa Tavares, entre outros. Cada um na sua casa mas ligados por uma videochamada e pelo Instagram.

O prazer de ouvir um livro

É verdade que agora não perdemos muito tempo em transportes públicos nem precisamos de companhia para longas caminhadas, mas mesmo em casa os audiolivros podem ser uma opção. Esta coleção tem audiolivros para crianças e jovens e, para todas as pessoas, na verdade, em várias línguas (inglês, francês, espanhol, etc,) disponíveis gratuitamente. De Winnie the Pooh, de A. A. Milne, a Alice nos País das Maravilhas, de Lewis Carroll (lido por Scarlett Johansson), passando por Jane Eyre, de Charlotte Brontë, ou A Metamorfose, de Kafka. Ao longo de nove horas e meia podem, por exemplo, ouvir todo o Harry Potter e a Pedra Filosofal , de J.K. Rowling, narrado por Stephen Fry.

A primavera vista por David Hockney

O artista britânico David Hockney está em quarentena na sua casa na Normandia, com o seu cão Ruby e dois dos seus assistentes de longa data, JP e Jonathan. Todos os dias, vai para o jardim e desenha no seu iPad. Começou por desenhar as árvores no inverno mas, entretanto, começou a primavera e a paisagem transformou-se. O pintor de 83 anos não se cansa de olhar e representar a natureza. Esta semana, o pintor mostrou algumas dessas obras, um testemunho diferente de março de 2020. "As únicas coisas reais na vida são a comida e o amor, nessa ordem, assim como o nosso cão Ruby. Eu acredito nisso, realmente. E a fonte da arte é o amor", disse. "Eu amo a vida."

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