Exclusivo Michael Butter: "As guerras são dos melhores momentos para desinformar"

Cinco livros sobre o mal: uma investigação sobre as teorias da conspiração, outra sobre o ódio, uma biografia sobre um herói/vilão, uma História da Rússia e um romance em que a guerra deixou marcas no protagonista.

A invasão da Ucrânia pela Rússia será, infelizmente, um dos momentos para compreender a manipulação da informação que é fornecida aos cidadãos. O investigador Michael Butter teve recentemente publicado em língua portuguesa o seu trabalho A Natureza das Teorias da Conspiração, a que acrescenta o subtítulo Quando nada é o que parece, um livro que demonstra como se fabricam desde há séculos os mitos que substituem a verdade. Quando se pergunta a Butter se desconfia das notícias que lhe são apresentadas, a resposta é clara: "Muitas vezes até as notícias sérias estão num patamar da conspiração." Justifica: "É fundamental perceber em que jornais e televisões devemos confiar e, seria de bom senso, que um dia por ano as pessoas fizessem uma análise comparativa séria ao órgão em que acreditam vendo como os outros deram as mesmas notícias."

Apesar de ser um sucesso editorial, o investigador não considera que o seu livro possa diminuir a influência das teorias de conspiração: "Espero que consiga esclarecer as pessoas e que lhes permita ter um outro ponto de vista, no entanto é difícil saber o que vai mudar na interpretação. Afinal, recebo muita correspondência em que me acusam ser parte da conspiração e que sou pago pelo sistema para enganar as pessoas." Quanto a Portugal, Butter teve dificuldade em se documentar: "Pedi a vários conhecidos e ninguém me soube dizer muito sobre o vosso país." Uma situação que irá mudar no próximo trabalho, promete.

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