A peça de William Shakespeare Macbeth marca o arranque da temporada 2026/2027 do Teatro Nacional D. Maria II. A nova programação decorrerá no edifício que esteve encerrado três anos e meio para obras de requalificação financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência. Entre 18 e 30 de setembro, com o arranque da temporada, o público terá acesso a uma programação inaugural de entrada livre, que inclui a peça Macbeth encenada por Pedro Penim a partir de uma tradução sua do texto de Shakespeare.A peça é protagonizada por José Raposo e Bárbara Branco, e fazem também parte do elenco Ana Coimbra, Ana Tang, Bernardo de Lacerda, Hugo Van Der Ding, João Grosso, José Neves, June João, Sandro Feliciano, Stela e Vítor Silva Costa. As celebrações da abertura incluirão um espetáculo de videomapping que mostra os momentos marcantes da história do TNDM II, com 180 anos, e atuações dos DJ's ZenGxrl, BeatBombers e DJ Marfox.Nos dias 19 e 20 de setembro será possível fazer visitas guiadas ao edifício, no âmbito das quais se passará pela exposição 180 Anos de Teatro Nacional D. Maria II, com curadoria de Paula Gomes Magalhães. .Na apresentação da programação no final de tarde desta quarta-feira, 24 de junho, Pedro Penim anunciou "o regresso de carreiras mais longas". "Os espetáculos que ficam são os que entram na memória coletiva. É uma demanda dos artistas e do público" sublinhou.Macbeth ficará em cena oito semanas, até 31 de outubro, na Sala Garrett. A generalidade da programação anunciada para temporada que decorrerá ente setembro de 2026 e julho de 2027 terá, no entanto, carreiras curtas. Pedro Penim disse que com a reabertura da Sala Garrett, o teatro "volta a acolher grandes espetáculos", mas também projetos de outras escalas. "O desafio está em fazer conviver essas diferentes dimensões".O mesmo se aplica ao equilíbrio entre contemporaneidade e memória, disse o diretor artístico do TNDMII, para quem a missão de um teatro nacional é também "proteger o legado". O TNDMII tem de ser "um lugar de referência e um lugar de abertura". E também "um lugar seguro para as diferentes comunidades", acrescentou. E, por isso, frisou, será uma "temporada marcada pela diversidade de vozes e pelas mulheres", com uma programação em que elas estão em maioria. "Fazemo-lo porque são parte do pensamento artístico mais estimulante do nosso tempo".A Sala Estúdio reinaugura com um projeto participativo de Keli Freitas a partir de experiências de imigrantes de Lisboa, que estará em cena de 23 a 27 de setembro. Segue-se Sumário: Auto da Barca do Inferno, entre 8 e 31 de outubro, com direção de Raquel Castro. No Salão Nobre, entre 23 e 25 de outubro, Joana Craveiro apresenta Desver, uma investigação sobre a ocupação da Palestina. Em novembro a sala principal do teatro nacional acolherá peças inseridas no Alkantara Festival. Entre 13 e 15 de novembro estará em cena Menos de Cão Solteiro & André Godinho, espetáculo com que a Cão Solteiro marca o fim da sua atividade e 29 anos, e entre 27 e 28 de novembro a peça Quando Vi o Mar, de Ali Chahrour. . Em novembro a Sala Estúdio será ocupada por Festa, de Gonçalo Amorim e Márcio Abreu, e A Cantora Careca, um texto de Eugène Ionesco com encenação de Beatriz Batarda.Em dezembro a Sala Garrett acolhe o Khashabi Theatre Palestine e a peça Al-Sirah Al-Hilaliyyah (A Epopeia dos Banī Hilāl), e depois Suplicantes, de Sara Barros Leitão, uma revisitação contemporânea da tragédia grega de Ésquilo. . No arranque de 2027, o foco estará em Lígia Soares, com a apresentação dos espetáculos Memorial, Cinderela e Romance. Ainda em janeiro, a sala principal do teatro nacional apresenta a produção internacional Barber Shop Chronicles, um texto de Inua Ellams encenado por Junior Mthombeni e Michael de Cock. Em fevereiro, ainda na Sala Garrett, Sara Carinhas estreia Pessoas, Lugares e Coisas, de Duncan Macmillan, e na Sala Estúdio Zia Soares apresenta ISIN MAKEES, espetáculo que aborda temas de memória colonial e reparação histórica. . A 12 de março 17 estreia a comédia O Fantasma de D. Maria II, um texto de Hugo van der Ding e Martim Sousa Tavares, sobre a história do próprio teatro nacional, com encenação de Mónica Garnel. Integram o elenco Bárbara Gomes, Diogo Valsassina, Inês Vaz, José Neves, Manuel Moreira, Mónica Calle e Vítord’Andrade. Trata-se de uma produção do TNDMII e estará em cena até 12 de abril. . Em maio e junho, o D. Maria II acolhe na sala Garrett BLUR, de Craig Quintero e Phoebe Greenberg, uma produção internacional que utiliza "realidade estendida", e Ajoelha-te e diz-me que me amas, uma criação de Mário Coelho, um "thriller com toques de humor ácido", com interpretações de Anabela Ribeiro, Dalila Carmo, Fabian Bravo, Pedro Baptista, Pedro Gil, Rita Rocha Silva e Victor Yovani.Na Sala Estúdio estará em cena Blackface, um espetáculo escrito, encenado e interpretado por Marco Mendonça, e Navalha na Carne, de Àkila a.k.a. Puta da Silva, vencedora da última edição da Bolsa Amélia Rey Colaço.Em julho Pândiga, de Cátia Terrinca e Santi Senso ocupa a Sala Estúdio e serão apresentados espetáculos no âmbito do Festival de Almada. A Sala Garrett voltará a receber um espetáculo do Teatro Nacional São João, do seu diretor artístico, Victor Hugo Pontes, ainda não anunciado.A atividade do Teatro Nacional D. Maria II é mais abrangente e envolve outras iniciativas. Conheça a programação completa da temporada 2026-2027 aqui. .Sucesso de 'Clube dos Poetas Mortos' superou expectativas e poderá ter terceira temporada no Trindade.Fundação Inatel investe 400 mil euros no Teatro da Trindade. Diogo Infante reconduzido na direção artística