​'Autorretrato' (1980), óleo sobre tela
/ National Portrait Gallery, Smithsonian Institution
​'Autorretrato' (1980), óleo sobre tela / National Portrait Gallery, Smithsonian Institution Imagem: Museu de Arte Contemporânea de Serralves

“Identidade, intimidade e luta social”: Serralves mostra obra de Alice Neel

Retrospetiva 'Alice Neel: Beautifully Imperfect' está patente de 16 de julho a 17 janeiro de 2027 e inclui "iniciativa inédita" de tributo à pintora norte-americana que morreu em 1984, aos 84 anos.
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É a maior exposição da pintora norte-americana na Europa, garante o Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Alice Neel: Beautifully Imperfect, com curadoria de Inês Grosso, mostra cerca de 90 obras e documentação do arquivo da artista. Trata-se de uma das mais “admiradas vozes da pintura americana do século XX”, diz Serralves.

Alice Neel, que morreu em 1984, em Nova Iorque, aos 84 anos, explora nos seus retratos questões de “identidade, intimidade e luta social”, diz o museu. A exposição, que estará patente de 16 de julho a 17 de janeiro de 2027, organiza-se em torno dessas grandes preocupações da artista: “o corpo feminino, a maternidade, o envelhecimento e a vida das comunidades marginalizadas, entre as quais ativistas queer, imigrantes e os seus vizinhos do Harlem espanhol”.

Para esta retrospetiva, a primeira exposição da artista em Portugal, sublinha Serralves, foram pedidas obras emprestadas a instituições como a National Portrait Gallery, em Washington D.C., ou o Whitney Museum of American Art, em Nova Iorque.

Em Alice Neel: Beautifully Imperfect, traça-se o percurso da carreira da artista, “desde as suas primeiras experiências expressionistas até aos retratos psicologicamente densos e formalmente seguros do seu período de maturidade”, descreve Serralves em comunicado.

Esta exposição surge depois de os trabalhos de Neel terem sido expostos no Guggenheim de Bilbau, em 2021, e no Centre Georges Pompidou, em Paris, no ano seguinte.

Esta mostra inclui também uma “iniciativa inédita”, diz o museu. “Artistas, escritores, músicos e outras vozes contemporâneas nacionais e internacionais —como Tala Madani, André Romão, Katy Hessel, André Tecedeiro, Vasco Araújo, Luísa Jacinto, Vhils, Carminho, Panmela Castro, Joey Skaggs, entre outros — foram convidados a escrever a Alice Neel, como se a artista ainda estivesse viva, ou simplesmente como ato de homenagem e tributo”.

O ponto de partida é o autorretrato de Alice Neel que abre a exposição. Com este tributo, o objetivo de Serralves é mostrar que a obra da artista “continua a encontrar eco no presente, junto de artistas de diferentes gerações e contextos”.

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