Paulo de Carvalho foi um dos artistas que participou na primeira edição do festival 'Na Minha Casa', promovido pela Casa do Artista.
Paulo de Carvalho foi um dos artistas que participou na primeira edição do festival 'Na Minha Casa', promovido pela Casa do Artista.Foto. DR

Herman José participa na segunda edição do festival da Casa do Artista

Segunda edição de 'Na Minha Casa decorre' de 12 de janeiro a 3 de fevereiro com oito espetáculos no Teatro Armando Cortez. Cuca Roseta e Ruben Alves são os primeiros a atuar.
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Na segunda edição do festival Na Minha Casa participam a fadista Cuca Roseta com o pianista Ruben Alves, Herman José, Rita Redshoes, Maria João e João Farinha, Hélder Moutinho, D.A.M.A, Selma Uamusse e Bárbara Bandeira. Serão oito espetáculos, sempre às segundas e terças-feiras às 21 horas, no Teatro Armando Cortez, em Lisboa, de 12 de janeiro a 3 de fevereiro. Os bilhetes desta iniciativa da Apoiarte - Casa doArtista têm o preço único de 25 euros e a receita arrecadada reverte para esta instituição que, além do Teatro com capacidade para 326 pessoas, gere a Galeria Raul Solnado, o centro de documentação Carmen Dolores e uma residência sénior que acolhe cerca de 76 antigos profissionais da área cultural.

A atriz Helena Isabel, vogal da direção da Apoiarte - Casa do Artista, liderada por José Raposo, destaca duas novidades nesta segunda edição do festival, e uma delas é um espetáculo de comédia. “Dia 13 de janeiro vamos ter o Herman José, isto é uma novidade, porque até aqui era só música. Com o Herman também há sempre música, mas pronto, temos o humorista”, diz ao DN.

A outra coisa nova é a mesa redonda que vai debater o tema Música: Arte de Transformação Social, com a participação de Selma Uamusse, artista moçambicana e presidente da Helpo, Helena Lima, representante da Orquestra Geração, e Cristina Cruz, professora da Escola Superior de Educação de Lisboa. Será no dia 2 de fevereiro, às 17 horas, na Galeria Raul Solnado e a entrada é livre.

A primeira edição do festival Na Minha Casa, em 2025, foi um sucesso de público: “Esteve quase sempre esgotado, se é que não esteve sempre esgotado”, diz Helena Isabel. Os números cedidos ao DN revelam uma taxa de ocupação de cerca de 75%, a que correspondeu uma receita de perto de 40 mil euros. Nesta segunda edição, a expectativa da Casa do Artista é aumentar o valor arrecadado em 10%.

O cartaz de 2025 contou com nomes como Camané, Marisa Liz ou Paulo de Carvalho, que participaram de forma solidária. “No ano passado os artistas atuaram por convite, porque as pessoas não conheciam este festival. E claro que não tivemos nenhum não. Este ano sei que houve muitos artistas que se ofereceram, porque o artista é por vocação solidário, e é uma coisa de artistas para artistas. É mais uma razão para se sentirem motivados a colaborar e a serem solidários”, afirma a atriz.

O festival Na Minha Casa é uma forma de a Casa do Artista – que é uma instituição particular de solidariedade social com 26 anos - angariar fundos para sustentar a sua atividade. “O que a direção tenta fazer neste momento é criar acontecimentos que possam possibilitar a recolha de fundos e também novos sócios. Porque as pessoas não têm ideia, mas qualquer pessoa pode ser sócia da Casa do Artista”, diz Helena Isabel. Além de estarem a contribuir para uma causa social, os sócios “também têm acesso a toda uma programação que existe na Casa do Artista e que é muito interessante”, sublinha a responsável da instituição.

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