A uma semana para o arranque da edição de 2026 do Rock in Rio Lisboa, a organização do festival já fala em recordes. Durante uma apresentação realizada na última quinta-feira, 11 de junho, no Parque Tejo, a vice-presidente executiva do festival, Roberta Medina, confirmou que dois dos quatro dias do evento já estão esgotados e destacou as melhorias implementadas após a estreia do recinto em 2024.Entre as novidades anunciadas estão mais áreas de circulação, aumento das zonas de sombra, reforço da restauração e 40% mais casas de banho em relação à última edição. Segundo Roberta Medina, a capacidade do recinto foi ampliada e o público deverá sentir um parque "maior" e mais confortável. "Obviamente, aprendemos com a primeira experiência e queremos fazer desta segunda edição na nova casa uma experiência ainda melhor", afirmou. A cerimónia contou também com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, que afirmou que o Rock in Rio já ultrapassou a condição de simples evento musical e aproveitou ainda para recordar a mudança do festival para o Parque Tejo, concretizada há dois anos após duas décadas na Bela Vista. "O Rock in Rio começou por ser um evento, mas hoje não é um evento. Olho para este palco, esta vista, e acho impressionante como o Rock in Rio tornou-se parte da nossa alma, da nossa identidade lisboeta", disse..Segundo Moedas, a decisão foi inicialmente recebida com críticas, mas acabou por transformar a relação do evento com a cidade. "Fomos alvo de críticas porque sempre que fazemos coisas grandes somos criticados. Mas quando estava a ver ali o vídeo pensei: aquilo que fizemos não tem palavras, é absolutamente incrível", afirmou.Para o presidente da Câmara, a nova localização tornou-se também uma montra privilegiada para Lisboa. "Não há uma imagem como esta da ponte, do rio e da natureza como nós temos aqui", disse, olhando para o enquadramento entre o Parque Tejo e a Ponte Vasco da Gama..Moedas destacou ainda a integração formal do festival nas Festas de Lisboa, algo que classificou como uma evolução natural após mais de duas décadas de ligação entre a cidade e a marca criada no Brasil. "O Rock in Rio representa verdadeiramente o que é Lisboa. Na diversidade, na inclusão, nesta cidade aberta", afirmou.Além da programação musical, que inclui nomes como Katy Perry, Linkin Park, Rod Stewart, 21 Savage, Joss Stone, Cypress Hill, Pedro Sampaio, Calema, Matuê e Belo, a organização reforçou a aposta em experiências imersivas, ativações de marca e conteúdos ligados ao Campeonato do Mundo, que decorre em simultâneo nos Estados Unidos, México e Canadá.Uma das novidades será um momento dedicado à seleção portuguesa durante os intervalos do Palco Mundo. A organização promete abrir um grande bandeirão sobre o público e promover ações de animação inspiradas nos estádios de futebol para apoiar a equipa nacional. O recinto contará ainda com uma Arena do Futebol, onde serão transmitidos jogos da competição..Roberta Medina destacou também a dimensão internacional do evento e o impacto económico gerado para Lisboa e Portugal. "Eu ando a vender mais destino do que Rock in Rio", brincou. "É isso que faz a diferença para quem vem ficar conosco: conhecer a região, estar nos restaurantes, ocupar os hotéis. É um turista que fica mais tempo, investe mais na cidade, gera emprego e impacta a economia". A edição de 2026 do Rock in Rio Lisboa acontece nos dias 20, 21, 27 e 28 de junho, no Parque Tejo. O Diário de Notícias é media partner oficial do festival. .Rock in Rio Lisboa reforça plano de mobilidade e apela ao uso de transportes públicos durante o festival.Marcha vencedora e casais de Santo António serão convidados para o Rock in Rio Lisboa