Falta exatamente um mês para o início de mais uma edição do Rock in Rio Lisboa e o principal recado deixado pela organização nesta terça-feira (19) sobre os acessos ao festival foi claro: quem pretende ir de carro ao festival deve preparar-se para enfrentar trânsito, restrições e dificuldade para estacionar. Num apelo feito durante a conferência de imprensa dedicada ao plano de mobilidade, a organização detalhou que usar transportes públicos será a melhor alternativa para chegar ao recinto do Parque Tejo.“Só faz sentido vir cá de carro quem tiver uma ou duas horas de tempo para matar e quiser ficar preso numa fila de trânsito”, resumiu Henrique Figueiredo, da Divisão de Trânsito da PSP, ao detalhar as restrições previstas para os dias do evento..A conferência reuniu representantes da organização do festival, Carris, CP, Fertagus, FlixBus, Rede Expressos, Telpark, PSP, Câmara Municipal de Lisboa e Câmara Municipal de Loures, entre outros parceiros envolvidos na operação. Segundo Roberta Medina, diretora do Rock in Rio que deu as primeiras palavras na conferência, este é o “maior plano de mobilidade de sempre” já realizado pelo festival em Portugal, numa edição que deve reunir cerca de 400 mil pessoas ao longo de quatro dias.Entre as principais medidas anunciadas está o reforço dos transportes públicos durante todo o festival. De acordo com Rui Lopo, presidente da Carris, a entidade terá mais de 50 autocarros shuttle operando diariamente entre a Gare do Oriente e o recinto, do meio-dia até as 3h ou 4h da manhã, dependendo do dia. A expectativa é transportar mais de 50 mil pessoas por dia apenas neste serviço.. "Os shuttles terão uma frequência altíssima, consoante à necessidade das pessoas. Temos disponíveis cerca de 50 autocarros articulados que estarão sempre em funcionamento durante todo o período do dia", disse Lopo ao DN. "E depois garantimos ainda uma acessibilidade à pessoas com mobilidade reduzida desde o sítio onde o shuttle para até a entrada das pessoas com mobilidade reduzida até o recinto do festival", complementou.A CP também anunciou uma operação especial com 32 comboios extra e mais de 61 mil lugares adicionais durante os quatro dias do evento. Fertagus, Metro de Lisboa, Carris Metropolitana, FlixBus e Rede Expressos terão horários reforçados e descontos especiais para quem apresentar bilhete do festival.O bilhete do shuttle já está à venda por 2 euros, ida e volta, até 15 de junho. Depois dessa data, o valor sobe para 4 euros. Segundo a organização, a ideia é incentivar o público a planear a viagem com antecedência e evitar deslocações de última hora de carro para a zona oriental da cidade.A PSP confirmou ainda que haverá dois perímetros de restrição automóvel nas imediações do recinto, incluindo condicionamentos entre a Gare do Oriente e o Parque Tejo. Operações de remoção de veículos começarão ainda na véspera de cada fim de semana do festival.A organização reforçou ainda que quem optar pelo carro deve reservar estacionamento antecipadamente e utilizar parques afastados do recinto, ligados aos transportes públicos. “Vir para cá à procura de uma vaga não funciona”, alertou Ricardo Albuquerque, vice-presidente executivo do Rock in Rio Lisboa e responsável pela área operacional/mobilidade do festival.Além da operação de mobilidade, a organização destacou melhorias estruturais para a edição deste ano. Segundo Roberta Medina, a edição passada, a primeira realizada no Parque Tejo, foi a maior da história do Rock in Rio Lisboa até então, e a expectativa agora é crescer ainda mais.“O primeiro impacto internacional da gente ter aqui o Palco do Mundo enquadrado na Ponte Vasco da Gama, no cartão-postal de Lisboa, isso foi uma coisa que percebemos durante o evento”, afirmou.A organização anunciou aumento das áreas de circulação, expansão da capacidade dos palcos, 40% mais casas de banho e 30% mais espaços de restauração. O festival também terá reforço da operação de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.O Rock in Rio Lisboa acontece nos dias 20, 21, 27 e 28 de junho e marca a segunda edição realizada no Parque Tejo, após a mudança histórica ocorrida em 2024. Antes disso, e desde a estreia em Lisboa, em 2004, o festival era sediado no Parque da Bela Vista.A edição deste ano terá nomes como Katy Perry, Linkin Park, Rod Stewart, 21 Savage, Charlie Puth, Cyndi Lauper, Pedro Sampaio, Joss Stone, Cypress Hill, Central Cee, Calema, Xutos & Pontapés, Sepultura, Dennis e Matuê distribuídos entre os quatro dias de festival.O Diário de Notícias é media partner oficial do Rock in Rio Lisboa..Rui Unas, Fernando Alvim, Tiago David e Carlos Vidal vão animar Palco Digital do Rock in Rio Lisboa .Rock in Rio Lisboa lança em Londres campanha para reforçar captação de público estrangeiro