Rui Borges, treinador do Sporting
Rui Borges, treinador do SportingTIAGO PETINGA/LUSA

Rui Borges sob pressão tem "portas abertas aos jovens" e pede "grande resposta" contra o Marítimo

Depois da derrota com o Académico de Viseu no campeonato, treinador do Sporting enfrenta forte contestação dos adeptos e abordou o jogo da Taça da Liga com o Marítimo ao canal do clube, prometendo mudanças drásticas no onze. Frederico Varandas foi ao treino.
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Rui Borges enfrentou um coro de assobios após a derrota do Sporting, a primeira no campeonato, contra o Académico de Viseu (1-2), que deixou os leões a nove pontos do primeiro lugar. Há um mês, Frederico Varandas recusou ter feito reuniões de emergência para discutir o futuro do técnico, que é contestado em Alvalade desde a derrota na final da Taça de Portugal com o Torreense. Esta segunda-feira, o presidente do Sporting esteve no treino, o que não é comum, procurando serenar a onda de insatisfação. O lugar do técnico, muito elogiado pelo presidente face à campanha histórica do clube o ano passado na Liga dos Campeões, pode agora estar em perigo.

Esta segunda-feira, 26 de outubro, Borges fez a antevisão ao embate com o Marítimo, após derrotas com LASK Linz e Académico Viseu. Não é obrigatório que a mesma fosse feita à Imprensa, logo só a Sporting TV, canal do clube, transmitiu as declarações, não existindo, portanto, questões quanto ao futuro do treinador.

"O Sporting é o Sporting. O objetivo é vencer a competição. É sempre difícil, temos estes desafios de jogar 48 horas depois. Todos querem dar uma resposta diferente. Queremos estar na final-four", vincou, assumindo possíveis momentos de nervosismo dado o momento atual: "Tem de ser uma reação forte, de compromisso e ambição. É natural que possa haver um momento de intranquilidade aqui e ali durante o jogo. Faz parte do nosso crescimento, termos de lidar com isso. Acredito que os jogadores querem dar uma grande resposta, vencer e disputar este troféu."

Para a Allianz Cup, abordou, com naturalidade, a necessidade de dar descanso aos jogadores que alinharam, no domingo, em Alvalade. As 48 horas de descanso são, visivelmente, curtas para o treinador. "A maioria dos jogadores que estiveram frente ao Académico provavelmente não estarão para este jogo. Não é fisicamente possível. Há portas abertas para os nossos jovens, que têm feito um bom início de época. Estão à espera de uma oportunidade. Quase de certeza que alguns vão ter essa oportunidade. Sinto-me confortável com o que são capazes", adiantou.

Disse ter "total confiança em todos os jogadores", perspetivou um adversário "em bloco médio-baixo", elogiando os insulares: "É a segunda equipa com mais ações de contra-ataque na Liga. Comprova o momento em que se sentem mais confortáveis. Temos de estar precavidos, não podemos ser apanhados em perdas de bola constantes. Precisamos de ataques demorados e conseguir finalizar esses ataques para não deixar o Marítimo entrar no momento em que sente confortável."

Repetindo a necessidade de uma "resposta diferente", Rui Borges sinalizou o relevo de os jogadores terem o apoio da bancada. "Mesmo perante alguma insatisfação, que é natural, os adeptos acreditam que a equipa vai dar uma resposta diferente", concluiu.

Os jogadores titulares contra o Académico de Viseu realizaram trabalho de recuperação, os restantes treinaram normalmente no relvado da Academia Cristiano Ronaldo. O encontro com o Marítimo decorre na terça-feira, 27 de outubro, às 20h15.

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