Um dia com a Marinha Portuguesa no trabalho de recuperação na Marinha Grande após os danos das tempestades

Militares trabalham no terreno, com operação a ser coordenada de um contentor de comando e controlo. O concelho da Marinha Grande já contabiliza 100 milhões de euros em prejuízos.

O contentor de comando e controlo é um produto desenvolvido pela Célula de Experimentação Operacional de Veículos Não Tripulados (CEOV), que, instalado do lado de fora do Estádio Municipal da Marinha Grande, tem articulado todo o trabalho dos fuzileiros navais e outros operacionais no terreno.

“O que nós estamos a ver é um contentor de comando e controlo. Temos toda a informação que é necessária em termos de bases de dados, de georreferenciação, de clima, temos notícias, e com base nestes trabalhos que têm sido feitos, articulados juntamente com os elementos da câmara municipal e da proteção civil, conseguimos alocar os nossos meios humanos e materiais para atingir os objetivos de ajudar a população de uma forma muito mais eficiente”, explica o comandante Cruz Neves, encarregado dos trabalhos na Marinha Grande.

No trabalho no contentor militar também participam autoridades locais, como o presidente da Câmara da Marinha Grande. Segundo Paulo Vicente, os prejuízos no concelho “neste momento, já estão orçamentados em mais de cem milhões de euros”, revela ao DN. O equipamento da Marinha “tem-nos ajudado bastante, não só a nós, em termos de planeamento no socorro às populações, mas sobretudo também no trabalho efetivo no terreno", destaca o autarca, que conta ainda com operacionais do Exército alocados para a resposta à crise na Marinha Grande.

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