Salas de isolamento e contactos de urgência. Escolas com orientações para planos de contingência

A Direção-Geral dos Estabelecimentos de Ensino enviou recomendações a todas as escolas, que devem desenvolver os seus próprios planos de contingência nos próximos dias para o covid-19. Duas das nove pessoas infetadas em Portugal são professores.

As escolas receberam esta quinta-feira orientações da Direção-Geral dos Estabelecimentos de Ensino (Dgeste) sobre os procedimentos que devem seguir no caso de existirem casos suspeitos de covid-19 nas suas instalações. Todos os estabelecimentos públicos devem criar os seus planos de contingência para a epidemia que assola o mundo e já contaminou nove pessoas em Portugal, num prazo de cinco dias, segundo um despacho divulgado pelo governo na segunda-feira, e as escolas não são exceção.

Além das medidas básicas de higiene preventivas, já recordadas pela Direção-Geral de Saúde (DGS) - como lavar frequentemente as mãos, espirrar e tossir para o braço, além de evitar tocar os olhos, nariz e boca com as mãos contaminadas - a Dgeste recomenda que as escolas escolham uma área de isolamento, onde deverá ficar qualquer aluno, professor ou funcionário que apresente sintomas (febre, tosse e dificuldades respiratórias).

Recomenda ainda que as escolas desenvolvam uma rede de comunicação de contactos, identificando os profissionais de saúde e as autoridades de saúde locais. "Cada escola deve definir responsabilidades, criando uma estrutura de comando e controlo, rede de comunicação de contactos atualizada, identificar os profissionais de saúde e respetivos contactos, designadamente, as Autoridades de Saúde Locais", lê-se no documento.

O número de casos positivos em Portugal aumentou esta quinta-feira para nove, sendo dois deles professores: uma professora na escola da Escola Básica Roque Gameiro, na Amadora; outro um docente da Covilhã que exercia na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo - ESMAE, no Porto.

Esta última instituição de ensino superior estará fechada indefinidamente, por precaução, uma vez que "o número de pessoas em isolamento social não permite continuar a manter a escola a funcionar", disse o presidente do Instituto Politécnico do Porto (IPP), que administra esta escola. Na escola da Amadora, a direção escolar decidiu manter as portas abertas, além de pedir aos alunos de cinco turmas com as quais a professora infetada tinha contacto para se manterem em isolamento domiciliário.

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