A pandemia chegou do espaço. A nova teoria de um cientista britânico

Chandra Wickramasinghe, cientista com artigos publicados nas melhores revistas da especialidade, defende que o vírus chegou através de um meteorito que caiu na China em 2019.

O novo coronavírus chegou à Terra através de um meteorito que caiu na China em outubro. Esta é mais uma teoria da conspiração em torno do aparecimento do vírus da covid-19, esta da responsabilidade do cientista britânico Chandra Wickramasinghe.

Wickramasinghe, nascido no Sri Lanka em 1939, foi discípulo de Fred Hoyle, outro cientista que se destacou pelos seus estudos e teorias estranhas. Durante vários anos foi professor de Matemáticas Aplicadas e Astronomia na Universidade de Cardiff e tem mais de 70 artigos publicados na famosa revista de ciência Nature.

A nova tese de Chandra Wickramasinghe está relacionada com a atual pandemia. De acordo com este cientista, num artigo publicado recentemente na revista Advances in Genetics, o novo coronavírus tem origem no espaço. E terá chegado à Terra através de um meteorito que caiu no nordeste da China no dia 11 de outubro de 2019.

Segundo Wickramasinghe, e alguns dos seus colegas, a rápida disseminação da doença na região e o surgimento de casos longe de Wuhan seriam explicados por uma espécie de contágio através do espaço e não da forma convencional com a passagem do vírus dos animais para humanos.

Aliás, em artigos anteriores, Chandra Wickramasinghe já tinha defendido que a pandemia da gripe de 1918 também teria tido origem no espaço, o mesmo acontecendo com o primeiro surto de Sars em 2002 (epidemia de síndrome respiratória aguda grave).

Naquela altura, num artigo publicado na revista Lancet, o cientista afirmava que apesar de o vírus parecer pouco contagioso, poderiam no futuro ocorrer mutações e surgirem infeções devido à presença residual do patógeno na estratosfera.

Wickramasinghe previu ainda que o vírus podia reaparecer sazonalmente, uma vez por ano, como sucede com as chuvas de meteoritos quando atravessam uma determinada região do espaço.

Esta é assim mais uma teoria da conspiração, a juntar a centenas que têm surgido nos últimos meses. A diferença é que é da responsabilidade de um cientista com nome e com vários artigos publicados nas melhores revistas da especialidade.

Uma das teorias da conspiração mais mediáticas em torno do novo coronavírus estava ligada a Bill Gates, o fundador da Microsoft. Isto porque num vídeo de 2015, o empresário antevia que o maior risco para a humanidade não seria uma guerra nuclear mas antes o aparecimento de um vírus altamente contagioso que poderia acabar com a vida de milhões de pessoas. E por isso começou a espalhar-se nas redes sociais que teria sido Bill Gates o responsável pela criação vírus, de maneira a depois lucrar com a vacina.

Outra teoria associou a tecnologia 5G à criação do novo coronavírus. Tudo começou com um post no Twitter colocado no dia 19 de janeiro que dizia o seguinte: "Wuhan tem agora mais de 5000 estações base #5G e terá 50.000 até 2021 - é uma doença ou efeito 5G?"

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