Várias zonas ribeirinhas da vila de Alcoutim, no Algarve, continuam inundadas devido ao aumento do caudal do rio Guadiana, cujo nível das águas atingiu cerca de seis metros de altura, revelou o coordenador da Proteção Civil Municipal.“Neste momento, alguns estabelecimentos de restauração e quiosques, que estão junto ao rio, continuam submersos, nomeadamente na vila e nas zonas das Laranjeiras e Guerreiros do Rio, sem danos pessoais”, disse à Lusa o coordenador da Proteção Civil Municipal, João Simões.Segundo o responsável, o nível das águas “está estável, com uma altura de cerca de seis metros, prevendo-se que comece a baixar no período da vazante da maré”.. “Acreditamos que comece a baixar, embora tenhamos já duas horas de vazante e não houve uma redução significativa do caudal do rio, dado que as barragens continuam a fazer descargas”, apontou.João Simões disse que durante a noite “cerca de 14 embarcações que estavam fundeadas junto a Alcoutim ficaram à deriva devido à força da corrente, uma das quais entrou pelo parque de estacionamento da vila, mas sem provocar danos pessoais”.O responsável disse ainda que a Estrada Municipal 507, na marginal do rio Guadiana, mantém-se temporariamente condicionada ao trânsito rodoviário, apelando às pessoas que evitem colocar-se em risco perto das zonas inundadas.Portugal está a ser afetado pela depressão Leonardo com chuvas fortes.Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros..As imagens das inundações dos rios Sado, Tejo e Mondego registadas pela Força Aérea.Proteção Civil ativa alerta vermelho para a bacia do Tejo e aconselha populações ribeirinhas a abandonar casas