Viveiro de Coimbra com prejuízos acima de dois milhões de euros após colapso do dique do Mondego
FOTO: PAULO NOVAIS/LUSA

Viveiro de Coimbra com prejuízos acima de dois milhões de euros após colapso do dique do Mondego

A área da Viveiros Alfredo Moreira da Silva, com seis hectares, está a cerca de 200 metros do dique que rebentou, no dia 11, na margem direita do rio Mondego.
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O rebentamento do dique dos Casais, em Coimbra, provocou prejuízos de mais de dois milhões de euros (ME) nas instalações de uma empresa centenária de produção de plantas ornamentais, cuja reabertura será difícil este ano.

“Há centenas de milhares de plantas que desapareceram, há equipamentos que estão danificados - máquinas de envasar, empilhador – e apontamos para um prejuízo superior a dois milhões de euros”, afirmou à agência Lusa Albano Moreira da Silva, gerente da Viveiros Alfredo Moreira da Silva, fundada em 1895.

A área, com seis hectares, está a cerca de 200 metros do dique que rebentou, no dia 11, na margem direita do rio Mondego.

Além dos danos, há “toneladas e toneladas de areia” nas instalações da empresa, com sede no Porto e com “toda a operação produtiva” em Coimbra.

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“Temos zonas que têm, pelo menos, um metro de areia”, descreveu o gerente, que entrou pela primeira vez na exploração na quinta-feira, antevendo que a retirada dos resíduos “será uma operação muito dispendiosa”.

Para Albano Moreira da Silva, que assumiu funções em 2025, este é “um volte-face muito grande” na estratégia da empresa, depois do investimento realizado, o ano passado, para recuperar a exploração.

“Nós temos centenas de milhares de plantas que estavam em crescimento, foram envasadas desde setembro do ano passado, e que estariam prontas para vender no segundo semestre do ano. Noutros setores, temos alguma produção, mas o futuro da nossa empresa estava ali”, referiu.

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Há 40 anos em Coimbra, o responsável assinalou que as cheias no Mondego “são recorrentes”, mas nenhuma das empresas estava preparada.

“Estamos em contacto com a CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional], a fazer o preenchimento da declaração, mas aguardamos que saiam medidas adicionais às que já foram divulgadas da tempestade Kristin”, acrescentou.

Albano Moreira da Silva disse temer que as medidas já anunciadas não sejam suficientes.

“Com os apoios que há, nomeadamente o Banco do Fomento, dá-nos um financiamento com boas condições, mas a empresa está a endividar-se para gastar dinheiro numa situação em que vai ter de limpar muito, vai ter de reativar tudo e não consegue logo vender. Não é de todo favorável a empresa estar a endividar-se para reparar algo catastrófico”, sustentou.

A empresa integrou os seis funcionários da exploração, cuja abertura pode ser demorada.

“Em 2025 vai ser muito difícil. Vai ser impraticável aquele setor estar reerguido”, estimou.

A representar a sexta geração da família na empresa, Albano Moreira da Silva garantiu estarem determinados em manter a exploração.

“Tínhamos um objetivo, que vamos ter de restruturar, mas continuamos motivados”.

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