Versão oral do Wegovy pode ter mais efeitos que a injetável, diz empresa
Pacientes que trocaram as injeções para a perda de peso pela forma em comprimido do medicamento Wegovy continuaram a perder peso, de acordo com dados apresentados pela empresa no encontro da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes, em Milão.
Segundo a agência Reuters, 194 pessoas que participaram no estudo verificaram uma perda média de 4,1% do seu peso ao longo de três meses após mudarem de medicamentos injetáveis para o semaglutido oral, o componente ativo na base do Wegovy.
Quem tinha um peso inicial de 100 quilos, indicou a Reuters, perdeu, em média, quatro quilos. E a proporção de participantes com obesidade também caiu ao fim de três meses, passando de 87,1% para 65,5%.
"Tem havido muitas questões sobre se as pessoas conseguem cumprir a terapia com a pílula. Será que as pessoas preferem mesmo a pílula? É evidente que muitos doentes têm resultados ainda melhores com a pílula do que tinham com os injetáveis, e penso que esses são dados convincentes", afirmou Martin Holst Lange, diretor científico da Novo, que produz o Wegovy, numa entrevista realizada durante o encontro citada pela agência noticiosa.
Langue disse que a Novo tinha "um benefício único" de poder trocar injeções subcutâneas por comprimidos, mantendo as mesmas características. "E até um bocadinho mais de perda de peso, que é o que muitos deles querem", acrescentou, notando que os comprimidos também não precisam de ser refrigerados e podem ser levados em viagem.
Antes, contou ainda, os pacientes estavam contentes com o facto de ter de tomar injeções subcutâneas, mas que agora a situação era vista "de forma diferente". "Observamos claramente uma preferência pelos medicamentos orais", concluiu.
A versão oral do Wegovy ainda não está disponível em Portugal, estando apenas em forma de caneta injetável. Em agosto, a CNN Portugal noticiou que este formato poderia estar disponível no país nos próximos dias.


