Unidades Locais de Saúde precisam de até 870 enfermeiros, confirma ministra da Saúde
LUÍS FORRA / LUSA

Unidades Locais de Saúde precisam de até 870 enfermeiros, confirma ministra da Saúde

Segundo Ana Paula Martins, “as necessidades, cerca de dois terços”, estão concentradas na Região de Lisboa e Vale do Tejo.
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O número de enfermeiros necessários para as unidades locais de saúde (ULS) são cerca de 850, disse esta terça-feira a ministra da Saúde, adiantando estar prevista ampliação dos horários destes profissionais.

“O número de enfermeiros que nos foi transmitido como sendo necessários para suprir as necessidades neste momento são à volta dos 850, 870 enfermeiros”, afirmou Ana Paula Martins aos jornalistas, em Porto de Mós (Leiria), à margem da inauguração das obras de remodelação do centro de saúde local.

Segundo a governante, “as necessidades, cerca de dois terços”, estão concentradas na Região de Lisboa e Vale do Tejo.

“O que eu queria dizer também é que, mais uma vez, não é só através da contratação, a contratação é uma parte importante, mas é também através da ampliação de horários”, referiu.

Na segunda-feira, a Ordem dos Enfermeiros pediu a intervenção urgente da ministra da Saúde no processo de autorização às ULS para contratação, porque o país está a desperdiçar mais de três mil novos profissionais.

Em causa estão os planos de desenvolvimento organizacional de 2026, que definem os recursos humanos que as ULS e os hospitais oncológicos podem dispor e que este ano não foram aprovados ainda quando, segundo a Ordem, há já três mil enfermeiros disponíveis, como noticiou o jornal Público.

Ana Paula Martins salientou hoje que “estes três mil enfermeiros”, que “estão agora a acabar as escolas de enfermagem, têm, além do Serviço Nacional de Saúde (SNS), também outras áreas de atração”.

“Estes três mil enfermeiros, para a necessidade de horas de enfermagem que nós temos, quer no Serviço Nacional de Saúde, quer também no setor privado e no setor social, ficam mais do que esgotados”, adiantou.

Admitindo que, nesta fase do ano, gostaria de estar “já com uma capacidade de contratação diferente”, a ministra disse esperar que, neste segundo semestre, se consiga “colmatar estas necessidades e a bolsa de enfermagem fique com mais capacidade para a contratação, que esse também é um problema muitas vezes”.

Questionada sobre quantos enfermeiros a tutela está disponível para autorizar a contratação pelas ULS, Ana Paula Martins recusou-se a dar o número, que “será divulgado a seu tempo, mas apenas por uma razão”, porque depende do ajustamento ao quadro global de referência do SNS.

“Mas eu diria que não ficaremos longe [dos cerca de 850]” através de “novos enfermeiros e horas de enfermagem, que é muito importante também”, frisou.

A governante adiantou que “entre 2024 e 2025” foi aumentado “em mais de 1.500 enfermeiros o número destes profissionais a trabalhar” no SNS, para reconhecer que este ano “as ULS têm tido dificuldades na contratação” dada a necessidade de ajustar o quadro global de referência do SNS, que tem os indicadores sobretudo de natureza assistencial e económico-financeiros.

Este ajustamento deveu-se à “dinâmica de inscrições no SNS”, que obriga a uma ampliação da capacidade de resposta, declarou, precisando que este quadro global de referência para 2026, que tem de “ser agora publicado”, prevê acomodar contratações no segundo semestre.

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