Crianças tratadas no Hospital de Vila Franca de Xira.
Crianças tratadas no Hospital de Vila Franca de Xira. FOTO: Filipe Amorim / Global Imagens

Unidade Saúde do Estuário do Tejo esclarece que não há surto de bactéria

O internamento de duas crianças para tratamento de sintomas provocados pela bactéria campilobacteriose no concelho de Vila Franca de Xira está a gerar preocupação na população.
Publicado a
Atualizado a

“Não existe qualquer evidência de um surto de campilobacteriose, ou qualquer informação que aponte para essa possibilidade, não havendo, por isso, qualquer motivo de preocupação para a população” . É desta forma que a Unidade Local de Saúde do Estuário do Tejo, que integra o Hospital de Vila Franca de Xira, esclarece as notícias veiculadas pela CMTV que dão conta de “um surto de campilobacteriose na área de influência desta ULS”.

Em comunicado, durante esta tarde de quarta-feira, dia 20 de maio, a unidade refere que durante o mês de maio apenas teve dois diagnósticos de “campilobacteriose: uma criança de 2 meses, residente em Vila Franca de Xira, que esteve hospitalizada tendo tido alta entretanto e outra, de 10 meses, residente no concelho de Alenquer, que se encontra hospitalizada para vigilância clínica. Em ambas as situações, foram seguidos os procedimentos clínicos indicados para os respetivos diagnósticos.”

Recorde-se que o pai da criança ainda internada referiu ao órgão de comunicação social que haveria a existência de, pelo menos, “dez casos", segundo terão referido "os médicos”.

A ULS explica ainda que através dos “inquéritos epidemiológicos realizados, não foi identificado qualquer vínculo epidemiológico entre os episódios notificados, não existindo qualquer evidência de surto institucional, ou outro, como creches ou contatos próximos entre as crianças referenciadas”.

A campilobacteriose é uma infeção intestinal causada pela bactéria Campylobacter e a sua transmissão ocorre principalmente através da ingestão de alimentos ou de água contaminados — em especial carne de frango crua ou mal cozida e leite não pasteurizado ou através do contacto com superfícies/manipulação inadequada.

Segunda explica ainda a ULS na nota enviada, na maioria das pessoas esta bactéria provoca “sintomas de febre, diarreia e, em alguns casos, sangue nas fezes são inespecíficos e podem ocorrer em múltiplas situações clínicas, nomeadamente gastroenterites víricas frequentes em idade pediátrica”. Em caso de dúvidas, a unidade recomenda aos utentes que devem ligar à Linha SNS 24 (808 24 24 24).

Crianças tratadas no Hospital de Vila Franca de Xira.
Uma estratégia alternativa aos antibióticos para combater bactérias multirresistentes
Diário de Notícias
www.dn.pt