Os dados são do Eurostat, e revelam que em 2024, os 27 países da União Europeia concederam a cidadania a quase 1,2 milhões de pessoas, um número 11,6% acima do registado em 2023, quando tinha sido ultrapassada a marca de um milhão.Os conflitos armados que têm assolado o globo contribuíram significativamente para estes números, com a Síria, a Ucrânia ou a Venezuela a surgirem com algum destaque nos pedidos de cidadania a países da União. Aliás, é precisamente da Síria que vem o maior número de novos cidadãos (110 mil), logo seguido dos marroquinos (97 mil) e dos albaneses (48 mil). No top 10 de nacionalidades que mais cidadania europeia garantem estão ainda a turca, a romena e a venezuelana. Rússia e Brasil ocupam os nono e décimo lugar, respetivamente, de um ranking onde a Ucrânia e a Índia estão em 7.º e 8.º lugares.Em relação a 2023, as principais mudanças são precisamente as relacionadas com a cidadania concedida a cidadãos brasileiros (eram os sextos a garantir documentação europeia) e a cidadãos turcos (que estava em nono lugar no ano passado).Em Portugal, foram precisamente os brasileiros que mais cidadanias receberam: foram cerca de 7200. Logo a seguir apareceram os cidadãos caboverdianos, com 2300 documentos portugueses recebidos.Para estes números recorde que a União Europeia registou contribuiu, particularmente, a Alemanha, que aparece como sendo o país que mais documentos de cidadania concedeu: praticamente 289 mil. Espanha (252,4 mil), Itália (217,4), França (103,6 mil) e Suécia (62 mil) completam o top 5. Portugal aparece em nono lugar, com 20,6 mil cidadanias concedidas. A Lituânia foi aquela que menos atribuiu – apenas 124.É possível que estes números da Alemanha sejam significativamente impactados pelo facto de muito refugiados sírios, que chegaram ao país em 2015 no rescaldo do conflito, terem cumprido os então obrigatórios oito anos de residência no país para poderem pedir a cidadania. O parlamento alemão voltou a alterar as regras da cidadania em 2024, mas é preciso esperar pelos dados de 2025 para perceber o impacto que poderá ter tido..Portugal foi o país da UE onde entraram mais imigrantes entre 2012 e 2023.Imigração em Portugal cai 2% em 2024, mas entradas para trabalhar sobem 9%