Tribunal recusa retirar indemnização a enfermeira que matou e desmembrou jovem algarvio
A antiga enfermeira Mariana Fonseca, condenada a 23 anos de prisão por matar e esquartejar do jovem informático Diogo Gonçalves, vai mesmo receber uma indemnização de 30 mil euros por ter sido despedida ilegalmente após o homicídio. A notícia é avançada pelo JN.
Os juízes desembargadores do Tribunal da Relação de Évora mantiveram a decisão de primeira instância, depois de a Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve ter recorrido para evitar pagar a compensação. Recorda-se que o crime aconteceu no ano de 2020 no Algarve.
Assim que se soube do envolvimento de Mariana Fonseca no homicídio, a ULS do Algarve, onde a enfermeira trabalhava, avançou para o despedimento. A ULS alegou que a profissional de saúde havia roubado ampolas do mediamento Diazepam do Hospital de Lagos para usar no crime.
A antiga enfermeira foi condenada a 27 abril de 2021 por ter planeado, juntamente com a namorada Maria Malveiro, a morte do informático Diogo Gonçalves, para ficar com uma indemnização de 70 mil euros.
O tribunal tinha decretado que Mariana Fonseca ia ficar em liberdade até que a decisão transitasse em julgado, acabando ela por fugir. Isto porque na primeira instância foi dado como provado provado que Maria Malveiro matou Diogo Gonçalves e por isso foi condenada a 25 anos de prisão, tendo Mariana Fonseca sido absolvida, por não ter conseguido provar a sua participação no homicídio.
No entanto, esta decisão acabaria por ser revertida pelo Tribunal da Relação de Évora, que a condenou a 23 anos de prisão. No entanto, Mariana Fonseca acabou por fugir do país antes de ser detida, tendo sido capturada na Indonésia em março deste ano.
A 30 de dezembro de 2021, Maria Malveiro foi encontrada morta na cela, na prisão feminina de Tires, no concelho de Cascais.


