Subiu de 17 para 19 o número de detidos no âmbito da Operação "Almocreve", após a Polícia Judiciária ter levado a cabo a detenção de mais dois suspeitos da prática dos crimes de associação criminosa, branqueamento, burla qualificada e burla por meio informático na sequência da operação policial desenvolvida a 11 março.Em causa estão movimentos financeiros ilícitos na ordem dos 30 milhões de euros."Os dois suspeitos estavam em trânsito por território nacional, cuja presença estaria relacionada com a prática da atividade criminosa", indica uma nota enviada às redações esta sexta-feira.A PJ explica que a investigação incide sobre uma organização criminosa de caráter transnacional, gerida a partir do estrangeiro, controlada por cidadãos angolanos e brasileiros. Essa organização utilizava o sistema bancário nacional e internacional para movimentar sucessivas contas bancárias, disponibilizando um “serviço de branqueamento” a outras estruturas criminosas..PJ deteve 15 pessoas de grupo que geria serviço de branqueamento de capitais para outras estruturas criminosas. "Mediante o pagamento de uma taxa que podia atingir 50% do montante a branquear, a organização criava cadeias de contas em catadupa, domiciliadas em vários países e tituladas por diferentes pessoas, assegurando o retorno 'limpo' dos proveitos ilícitos", detalha a nota.Dos 30 milhões de euros identificados associados à organização, 2,5 milhões de euros correspondem a prejuízos causados a vítimas e lesados já identificados, maioritariamente sociedades sediadas no espaço europeu.Entre os 19 detidos, 18 são suspeitos da prática dos factos criminosos e outro foi detido em flagrante delito pelo crime de tráfico de estupefacientes. No que concerne às medidas de coação, dez detidos foram colocados em prisão preventiva; três ficaram proibidos de se ausentar do país e contactar com os restantes arguidos, ficando ainda sujeitos a apresentações semanais; e quatro ficaram sujeitos a Termo de Identidade e Residência.No âmbito da mesma operação, foram ainda detidos duas pessoas em Espanha e uma em França, em cumprimento de mandados de detenção europeus.