O medicamento Ozempic (semaglutido) passa a ser comparticipado pelo Serviço Nacional de Saúde para adultos com diabetes tipo 2 e obesidade ou alto risco cardiovascular, uma decisão aplaudida pela Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal.O Ozempic, utilizado no tratamento da diabetes tipo 2, recebeu autorização do Infarmed para comparticipação em doentes com obesidade ou elevado risco de doença cardiovascular, alargando o acesso a um tratamento considerado essencial para muitos doentes.Segundo o Relatório de Avaliação de Financiamento Público do Infarmed, divulgado esta segunda-feira, 2 de fevereiro, o Ozempic obteve autorização de comparticipação para o “tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2, insuficientemente controlada, com IMC igual ou superior a 30 kg/m2 ou risco elevado de doença cardiovascular”.O medicamento será utilizado como “adjuvante à dieta e exercício, em adição a outros medicamentos para o tratamento da diabetes, para ser utilizado em 2ª e 3ª linhas terapêuticas”, adianta a Autoridade Nacional de Medicamento e Produtos de Saúde (Infamed).A medida foi saudada pelo presidente da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), José Manuel Boavida, por se tratar de “uma reivindicação antiga da associação".Segundo o presidente da APDP, existia até agora “uma discriminação entre as pessoas com diabetes que não era de maneira nenhuma aceitável”.“Esta notícia vem alargar a comparticipação à maior parte das pessoas com diabetes, a todas aquelas que têm obesidade e a todas aquelas que apresentam um risco cardiovascular elevado, o que são praticamente todas as pessoas com diabetes”, disse o especialista à Lusa.A APDP considera que a decisão cria, finalmente, “uma situação de não discriminação entre as pessoas com diabetes”, mas ainda falta “o passo seguinte” que é “a abordagem direta do problema da obesidade”.“Percebemos que é complexo, mas terá que ser dado também. Vamos por passos”, disse José Manuel Boavida, concluindo que “é realmente com uma grande satisfação que a Associação toma conta desta decisão do Infarmed e do Ministério da Saúde”..Medicamentos como Ozempic associados a casos raros de distúrbio ocular grave, alerta regulador europeu .Cinco mil doentes com diabetes Tipo 2 aguardam medicamento que substitua o que tomam