Os ministérios da Saúde e das Finanças fizeram uma transferência de 200 milhões de euros para o SNS com vista ao pagamento de dívidas aos fornecedores por parte das Unidades Locais de Saúde e dos Institutos Portugueses de Oncologia. Num comunicado conjunto, os ministérios dizem, este domingo, 5 de julho, que o despacho, já assinado, “determina a realização de entradas para cobertura de prejuízos transitados nas entidades públicas empresariais do SNS, com vista à redução sustentada dos prazos de pagamento e à diminuição do stock de dívida existente”.De acordo com o comunicado, o montante destina-se exclusivamente à liquidação de dívida com mais de 60 dias a fornecedores externos registados, ficando excluídas dívidas a entidades do próprio SNS e ao Estado. Ficam também excluídas entidades com dívidas à Autoridade Tributária e Aduaneira e à Segurança Social.A seleção das dívidas a pagar deve respeitar critérios de antiguidade.Os dois ministérios envolvidos neste procedimento recordam que em março já tinham procedido a uma transferência de 1230 milhões de euros, também com vista à regularização de dívida das entidades do SNS, pelo que o valor global de reforço no primeiro semestre deste ano totaliza 1430 milhões de euros no primeiro semestre deste ano..Finanças injetam mais de 1,2 mil milhões de euros no SNS para pagar dívidas aos privados. “Esta medida insere-se no compromisso de reforço da sustentabilidade financeira do SNS, promovendo simultaneamente a melhoria da eficiência operacional das entidades e a valorização do seu desempenho, através da criação de condições para uma gestão mais equilibrada dos recursos disponíveis”, dizem os ministérios tutelados por Joaquim Miranda Sarmento e Ana Paula Martins.A aplicação das verbas será sujeita a monitorização e controlo pela Inspeção-Geral de Finanças (IGF), em articulação com a Administração Central do Sistema de Saúde, I.P.As contas do Estado registaram um défice de 1762 milhões de euros até maio, invertendo o excedente de 638 milhões de euros verificado no período homólogo de 2025. Segundo os dados da síntese de execução orçamental divulgada a 30 de junho pela Entidade Orçamental (antiga Direção-Geral do Orçamento), esta deterioração de 2400,2 milhões de euros no saldo global foi fortemente influenciada por uma operação massiva de regularização de dívidas e pagamentos em atraso no Serviço Nacional de Saúde (SNS)..Injeção para limpar dívidas na Saúde empurra Estado para défice de 1762M€ até maio