Danos numa estrada em Arruda dos Vinhos, na sequência do mau tempo
Danos numa estrada em Arruda dos Vinhos, na sequência do mau tempoFoto: Reinaldo Rodrigues

Seis meses após as tempestades, 25 pessoas continuam sem poder regressar a casa

Situação mais grave verifica-se em Arruda dos Vinhos, onde 15 pessoas permanecem alojadas provisoriamente.
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Seis meses depois do comboio de tempestades que atingiu o país entre o final de janeiro e meados de fevereiro, pelo menos 25 pessoas continuam desalojadas em seis concelhos dos distritos de Leiria e Lisboa.

Os dados, recolhidos pela agência Lusa junto dos municípios, mostram que a situação mais grave se verifica em Arruda dos Vinhos, onde 15 pessoas permanecem alojadas provisoriamente em habitações municipais ou de familiares. Os moradores da zona mais afetada continuam à espera das conclusões de uma avaliação do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que deverá definir as soluções para as habitações danificadas.

Em Alcobaça, três famílias continuam fora de casa. Uma está instalada numa habitação municipal e duas vivem com familiares. Nestes últimos casos, os prejuízos ultrapassaram os 10 mil euros, limite máximo dos apoios públicos atribuídos pelo Estado, impedindo o acesso a esse mecanismo.

Em Óbidos, permanecem desalojadas uma mãe e duas filhas, acolhidas temporariamente numa habitação disponibilizada pelo Centro Social e Cultural para o Desenvolvimento do Olho Marinho, além de um idoso que vive numa casa cedida por familiares. No Cadaval, seis pessoas continuam em alojamentos provisórios municipais ou de familiares, enquanto em Mafra um casal aguarda a atribuição de uma habitação municipal com renda apoiada. Em Alenquer subsistem também casos de moradores acolhidos por familiares.

Nos restantes concelhos afetados - Nazaré, Caldas da Rainha, Bombarral e Sobral de Monte Agraço - já não há desalojados, embora prossigam os processos de atribuição de apoios para reparar habitações.

As depressões Kristin, Leonardo e Marta atingiram Portugal continental em três semanas, provocando pelo menos 19 mortos, centenas de feridos e danos em mais de 35 mil habitações. Os prejuízos globais foram estimados em mais de 5,3 mil milhões de euros.

com Lusa

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