Na ressaca do empate da seleção nacional contra a RD Congo na estreia no Mundial de futebol, as imagens do desalento dominam as primeiras páginas dos jornais desta quinta-feira, 18 de junho. Mas há outros temas em destaque.No Público lê-se que o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa decidiu há dias anular o desfecho de um concurso da Polícia Judiciária que resultou na colocação de 80 inspectores-chefes, obrigando à constituição de um novo júri que vai refazer entrevistas e organizar uma nova ordenação final dos candidatos.Este jornal conta ainda que o Banco de Portugal foi condenado a pagar 30 mil euros a ex-trabalhador por assédio moral. Diz que este foi esvaziado de funções e que a passividade do Banco de Portugal arrastou a situação indefinidamente. Tribunal da Relação confirmou a condenação no fim de 2025 e o banco defende que não houve intenção.O Jornal de Notícias destaca que a investigação aos maus-tratos e mortes de idosos em lares ilegais de Lousada esteve parada um ano no Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (MP/DCIAP), em Lisboa. Este jornal avança que só após o regresso do inquérito ao MP de Lousada, na sequência de um despacho do procurador-geral da República, Amadeu Guerra, a reverter a concentração no DCIAP dos processos sobre lares de idosos, é que foram reiniciadas diligências que permitiram, anteontem, deter nove suspeitos.O Correio da Manhã revela que o Governo autoriza supervisor dos seguros a acumular salário de 12.951 euros com pensão. "Autorização resulta de um parecer jurídico do CEJURE, Centro Jurídico do Estado, que concluiu não existir nenhuma ilegalidade na acumulação.O Observador diz que reestruturação permite ao Governo afastar diretores da Segurança Social próximos do PS e que os socialistas sugerem purga encapotada.O Diário de Notícias realça que a troca de cartas de condução estrangeiras até junho já representa 44,5% do total de 2025..Leia aqui o DN desta quinta-feira, 18 de junho.O Negócios destaca que a impugnação de despedimentos sobe há três anos e explica que a proposta de lei que é discutida esta quinta-feira pode facilitar a impugnação, mas travar a reintegração do trabalhador.O Expresso traz uma entrevista ao atual presidente da Câmara do Porto e ex-ministro dos Assuntos Parlamentares Pedro Duarte, que não considera que a reforma laboral seja decisiva e que defende trabalho obrigatório na Prestação Social Única. "Não é aceitável uns trabalharem para custear a preguiça de outros", diz.No Eco lê-se que o pacote laboral está preso por duas moedas de troca que estão fora da proposta do Governo. O Chega exige mais férias e reformas mais cedo para viabilizar uma proposta que o Executivo não consegue aprovar sozinho.