O ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, disse esta sexta-feira, 27 de fevereiro, que a retirada das árvores derrubadas pelas intempéries é uma prioridade do Governo antes da época de incêndios, estando o executivo a trabalhar nessa matéria.“Sobre as árvores que foram decepadas e que estão aí pelas florestas da região Centro, sobretudo, evidentemente é um perigo enorme se essas árvores estiverem no chão na época do calor, na época em que habitualmente há incêndios”, reconheceu o ministro.Numa conferência de imprensa em Évora, a meio da reunião do Conselho de Concertação Territorial (CCT), o ministro foi questionado pelos jornalistas sobre a necessidade de ações imediatas para a limpeza de florestas a que o Governo aludiu na apresentação do PTRR (Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência).A propósito do que irá ser feito, perante a aproximação do período mais difícil do verão para os fogos florestais, Castro Almeida indicou que o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, “tem esse assunto como uma grande prioridade”.“Já estão identificados os meios financeiros e, inclusivamente, já há legislação que vai permitir entrar pelos terrenos particulares para poder levantar essa madeira que está neste momento derrubada”, revelou.Por isso, enfatizou, “é uma preocupação do Governo, o ministro da Agricultura está muito ciente dessa dificuldade e está determinado a resolver o assunto antes que chegue a época dos incêndios”.Questionado ainda sobre o tema da regionalização, Manuel Castro Almeida reiterou argumentos já antes referidos pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, que também participou no início da reunião do CCT e presidiu em Évora à tomada de posse dos cinco novos presidentes das comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR) do país.“Aquilo que este Governo está apostado é em combater o centralismo que o país ainda tem” e há duas formas para percorrer esse caminho: “Pelo lado da descentralização para os municípios e desconcentração para as regiões”, mais precisamente para as CCDR, disse.Além do primeiro-ministro e de Manuel Castro Almeida, a reunião do CCT, teve a participação dos ministros das Infraestruturas e Habitação, Saúde, Ambiente e Energia, Cultura, Juventude e Desporto e Agricultura e Mar e de cinco secretários de Estado, assim como de representantes de autarcas e de outras entidades.O CCT é o órgão político de promoção da consulta e concertação entre o Governo e as diferentes entidades políticas regionais e sub-regionais, nos planos regional, sub-regional e local.O PTRR - Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, já aprovado em Conselho de Ministros, é, segundo o Governo, um programa de resposta à catástrofe climática que assolou várias regiões de Portugal continental entre 28 janeiro e 15 de fevereiro, e que visa preparar o país “para um futuro mais seguro, resiliente e competitivo..Excedente público era um dos maiores de que há registo em janeiro, quando as tempestades arrasaram o país. Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados e prejuízos materiais.As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas..PME dos concelhos afetados pelo mau tempo abrangidas por incentivos à inovação