As reparações de situações provocadas pelas tempestades de janeiro e fevereiro nas linhas do Oeste e da Beira Baixa devem ficar concluídas até ao final do ano, revelou esta terça-feira, 21 de abril, o presidente da Infraestruturas de Portugal (IP).“Neste momento, temos única e exclusivamente duas linhas encerradas, num troço em cada uma – a Linha do Oeste e a Linha da Beira Baixa“, afirmou Miguel Cruz no arranque da reunião do Conselho Intermunicipal da Região de Coimbra, em Arganil.No caso da Linha da Beira Baixa, o presidente da IP afirmou que se trata de “uma situação de queda de taludes e perturbação de plataforma”, numa intervenção de reparação difícil pela “complexidade da localização, muito junto ao rio”.A reparação “entrou em projeto e deverá estar concluída até ao final do ano”, disse, salientando que a IP está a “pressionar para que o projeto e a intervenção possam ser rápidas”.Já no caso da Linha do Oeste, as tempestades que afetaram sobretudo a região Centro levaram a quedas graduais de taludes, contabilizando-se um total de “20 taludes que cederam ao longo de uma distância de cerca de 20 quilómetros”.“Algumas situações têm maior gravidade do que outras”, notou.Também no caso da Linha do Oeste, a expectativa é a de que as reparações possam estar concluídas até ao final do ano.No final de janeiro, a IP também admitia um adiar da circulação de comboios de tração elétrica na Linha do Oeste para 2028, notando vários atrasos e adiamentos naquela intervenção de modernização daquela infraestrutura ferroviária.Já sobre Alfarelos, no distrito de Coimbra, Miguel Cruz admitiu que algumas soluções que foram adotadas até ao momento após a passagem das tempestades tiveram uma natureza transitória.Durante a sua intervenção, Miguel Cruz ouviu também algumas críticas e propostas de autarcas relacionadas com a ferrovia.O presidente da Câmara da Mealhada, António Jorge Franco, defendeu a circulação no ramal de Cantanhede, com ligação à Figueira da Foz, para garantir dois circuitos na zona face aos constrangimentos que subsistem em Alfarelos.Já o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, recordou que havia um acordo para uma intervenção estrutural em Alfarelos, mas, passados mais de seis anos, o município continua sem resposta, lamentando que o projeto não saia do papel.