Incêndio de Arouca já consumiu 1300 hectares mas aldeias estão fora de perigo. Dominado fogo em Santo Tirso
PEDRO SARMENTO COSTA / Lusa

Incêndio de Arouca já consumiu 1300 hectares mas aldeias estão fora de perigo. Dominado fogo em Santo Tirso

Fogo que mobiliza mais meios era o que deflagrou ao início da noite de segunda-feira, numa zona de povoamento florestal, em Cabreiros e Albergaria da Serra, no município de Arouca, distrito de Aveiro.
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O incêndio que há dois dias lavra em Arouca já consumiu 1.300 hectares de floresta e continua a ser combatido por cerca de 600 operacionais, mas deixou de representar perigo para as aldeias, revelaram esta quarta-feira, 19 de agosto, fontes da Proteção Civil.

"As aldeias que nos últimos dias estiveram a exigir mais cautela já não estão sob qualquer perigo", disse à Lusa o comandante Ricardo Fradique, que ao final da tarde chefiava as operações contra o incêndio que deflagrou às 21:50 de segunda-feira em Bouceguedim, na freguesia de Moldes, no referido concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto.

A presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, realçou que para isso contribuíram os moradores dos próprios povoados sob especial vigilância: "As comunidades destas aldeias estavam confinadas, mas foram muito cooperantes. Também são agentes da Proteção Civil, ajudaram os bombeiros e apoiaram todas as iniciativas necessárias."

Quanto à restante área ardida, adiantou Ricardo Fradique, "de manhã a situação esteve mais favorável, mas depois complicou-se devido ao surgimento de pequenos reacendimentos", o que implicou o reforço dos meios aéreos ao longo da tarde, dada a irregularidade do terreno com grandes declives e difíceis acessos.

"Na zona sul, havia pouca visibilidade devido ao fumo, portanto as operações incidiram mais sobre a secção norte e agora o incêndio está finalmente a ceder aos meios", afirma, realçando que a temperatura em Arouca era ao fim da tarde desta quarta-feira muito mais baixa do que a registada pela mesma altura nos dois dias anteriores.

Mesmo assim, o incêndio que teve início no concelho com 219 quilómetros quadrados – 85% dos quais de área florestal – continuava esta quarta-feira às 20:00 com três frentes ativas: uma em Covêlo de Paivó, outra na zona de Cabreiros e Tebilhão, e uma terceira no Candal, já no concelho vizinho de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu.

Quanto aos meios mobilizados para o combate ao fogo, que só esta quarta-feira terá destruído cerca de 600 hectares, Ricardo Fradique referiu que às 20:00 seriam "uns 510 homens" os que estavam efetivamente no terreno, embora o site da Proteção Civil indicasse, pela mesma hora, 589 operacionais, 191 viaturas e ainda cinco meios aéreos.

Relacionado com o mesmo incêndio houve esta madrugada, às 04:00, um acidente de viação que vitimou quatro bombeiros da corporação de voluntários de Arouca, com idades dos 31 aos 54 anos. Segundo fonte da autarquia, o veículo em que se deslocavam para o teatro de operações caiu por uma ravina de 150 metros, em Pedrógão, e obrigou ao transporte das vítimas por ambulância e helicóptero para o Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira.

Fonte hospitalar informou que todos esses bombeiros constituem casos de "politrauma grave" e explica: "Um dos doentes será submetido a intervenção cirúrgica num curto espaço de tempo e outro encontra-se internado na Unidade de Cuidados Intensivos, sob vigilância multidisciplinar. Um terceiro encontra-se em avaliação pela equipa cirúrgica e o quarto, que apresenta uma situação clínica de particular gravidade, está sob acompanhamento das várias equipas médicas envolvidas".

A mesma fonte do hospital-sede da Unidade Local de Saúde (ULS) do Entre Douro e Vouga adianta que essa estrutura também tem assegurado "acompanhamento às famílias das vítimas, inclusive apoio psicológico", e está a desenvolver esse trabalho "em articulação com as equipas envolvidas na resposta à ocorrência".

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O incêndio que deflagrou na segunda-feira em Rebordões, no concelho de Santo Tirso, encontra-se dominado desde as 18:40, disse esta quarta-feira à Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia.

Num balanço feito à Lusa pelas 19:00, o comandante Cristiano Moreira explicou que o incêndio já se encontrava dominado “há cerca de 20 minutos”, estando apenas ativa uma frente, mas já com “pouca intensidade”.

De acordo com o ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 19:00 estavam no combate às chamas 211 operacionais, apoiados por 66 meios terrestres e dois meios aéreos.

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