PSP avisa que intervirá caso as tendas se mantenham em Lisboa e Porto
A PSP prometeu esta segunda-feira, 19 de outubro, “esgotar ao máximo a via do diálogo” com os promotores dos protestos pelo direito à habitação em Lisboa e Porto, mas avisou que vai haver uma intervenção policial caso as tendas não sejam desmontadas.
“Há um limite. Se não for possível pela via do diálogo e negociação, terá de haver uma intervenção da PSP”, disse à Lusa o porta-voz da Polícia de Segurança Pública, Sérgio Soares, avançando que os manifestantes em Lisboa e no Porto estão a cometer uma “série de irregularidades”.
Segundo a PSP, em causa está um “acampamento ilegal”, uma vez que os manifestantes não têm qualquer licença das autarquias para montarem as tendas no Rossio e na Praça D. Joao I; o facto de a lei não permitir manifestações e ocupação do espaço público depois da meia-noite e desrespeito pela lei do ruído.
O porta-voz da PSP frisou que a polícia está “a todo o custo” a tentar fazer perceber aos manifestantes que se podem manifestar, mas “há irregularidades que têm que cessar”.
“As tendas não se podem manter ad aeternum”, disse, avançando que a PSP vai “esgotar a via da mediação”, mas vai haver um momento em que, se não conseguirem por via do diálogo, a polícia terá de intervir.
O porta-voz da PSP desconhece quando será feita essa intervenção, que segundo o responsável será “proporcional e adequada”, referindo que está a ser feito uma permanente “avaliação do risco”.
No Porto, dezenas de tendas estão montadas desde sábado na Praça D. João I no âmbito do protesto pelo direito à habitação que começou no dia 10, tendo ocorrido na madrugada de quinta-feira uma carga policial.
Também em Lisboa dezenas de tendas estão desde sábado no Rossio.
