Está confirmado: professores terão mais 12 horas para a correção dos exames nacionais. O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) confirmou a prorrogação do prazo até ao meio-dia de quarta-feira, 15 de julho.Segundo nota do gabinete de Fernando Alexandre, o objetivo do alargamento do prazo é para "garantir todas as condições de rigor exigidas no processo de avaliação externa". A mesma nota indica que, até às 18:30, 98% das respostas das estavam classificadas e que "esta percentagem terá ainda evolução ao longo das próximas horas".Durante a tarde, relatos de professores que chegavam ao DN davam conta da indicação da extensão do prazo. Além disso, mais provas continuavam a chegar aos docentes durante todo o dia.A prorrogação diz somente ao respeito ao prazo de correção, não estando em causa uma alteração na data de divulgação dos resultados. "Esta decisão, segundo o EduQA, não põe em causa a afixação das pautas na sexta-feira, existindo margem temporal suficiente para executar as etapas necessárias entre o fecho do processo de classificação e a afixação dos resultados nas escolas na sexta-feira, dia 17".Mais esclarece o MECI que as respostas ainda por classificar resultam, em parte, "desse processo de verificação e validação, indispensável para assegurar o rigor e a qualidade do processo de classificação eletrónica". São referidos como exemplos situações de "novas digitalizações de folhas ou de provas de alunos, por deteção de falhas de digitalização".Outra situações são de "reclassificações de itens já antes avaliados pelos professores classificadores, por correção de uma folha de enunciado ou de continuação na prova do aluno". Mais enumeram casos de "entregas tardias, pelas escolas, de provas de alunos que deveriam ter sido devidamente entregues às forças de segurança para transporte".A tentar afastar a polémica, o ministério escreveu sobre a "credibilidade" do sistema. "A confiança no rigor da avaliação externa é indispensável para a credibilidade no sistema educativo. Essa confiança constrói-se com transparência, razão pela qual o MECI tornará simples e rápido o acesso dos alunos às suas provas digitalizadas".O acesso será concedido através das escolas, uma vez que o anonimato dos exames apenas pode ser quebrado nas escolas não havendo forma de, centralmente, fazer corresponder os números convencionais das provas e a identidade dos alunos. Os alunos poderão "verificar a integridade das suas provas e conhecer as suas classificações"..Exames nacionais. Oposição junta-se à pressão sobre Fernando Alexandre.Ministro garante que 92% dos exames nacionais estão corrigidos