PJ realiza buscas na Câmara de Aveiro por suspeitas de prevaricação e violação de regras urbanísticas
Foto: Reinaldo Rodrigues

PJ realiza buscas na Câmara de Aveiro por suspeitas de prevaricação e violação de regras urbanísticas

Estão em causa decisões e procedimentos adotados em alterações de instrumentos de ordenamento do território. Presidente da Câmara realça que processo respeita a factos ocorridos em mandatos anteriores
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A Polícia Judiciária (PJ) realizou esta sexta-feira, 9 de janeiro, buscas na Câmara Municipal de Aveiro por "eventual prática de crimes de prevaricação e violação de regras urbanísticas", no âmbito de um inquérito que está a ser tutelado pelo DIAP Regional do Porto.

"Estão em causa decisões e procedimentos adotados em alterações de instrumentos de ordenamento do território", refere a PJ em comunicado enviado às redações.

De acordo com o JN, a investigação visa o plano de pormenor para a área urbana da zona do Cais do Paraíso, para onde foi projetada a construção de um hotel.

As buscas visaram a "recolha de diversos elementos probatórios relevantes para o esclarecimento dos factos sob investigação".

"A PJ prosseguirá a investigação, procedendo à análise da prova entretanto recolhida, de natureza documental e digital, com vista ao apuramento integral das eventuais condutas criminosas, do seu alcance e à célere conclusão do inquérito", esclarece a polícia de investigação criminal.

O presidente da Câmara de Aveiro, Luís Souto Miranda (PSD/CDS-PP/PPM), confirmou as buscas e adiantou que apreendida documentação.

“Queria só dizer que a Câmara Municipal de Aveiro encara esta visita [da PJ] com total tranquilidade”, disse o autarca em declarações aos jornalistas.

Luís Souto escusou-se a prestar esclarecimentos sobre o que está em causa nesta investigação, adiantando que o processo está em segredo de justiça, referindo apenas que os factos em causa ocorreram em mandatos anteriores.

“Nós estamos aqui há dois meses, portanto, digamos assim, não é nada connosco. É connosco no sentido em que temos que facilitar o acesso a toda a documentação”, esclareceu.

O autarca assegurou ainda que foi prestada total colaboração, acrescentando que foi “feita a apreensão, de acordo com aquilo que os senhores agentes da PJ entenderam ser pertinente para a investigação, com toda a tranquilidade”.

Questionado pelos jornalistas, o autarca precisou que foi apreendida documentação.

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