PJ detém suspeito de lançar campanhas solidárias fraudulentas
Foto: Reinaldo Rodrigues

PJ detém suspeito de lançar campanhas solidárias fraudulentas

Denúncia relacionada com a criação de campanhas fraudulentas de angariação de fundos, alegadamente para apoiar um menor portador de doença rara e altamente incapacitante, desencadeou a investigação.
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Um cidadão estrangeiro fortemente indiciado pela prática dos crimes de burla qualificada e falsidade informática, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, numa operação policial designada de “Sombra Solidária”.

Uma denúncia relacionada com a criação de campanhas fraudulentas de angariação de fundos, alegadamente destinadas a apoiar um menor portador de doença rara e altamente incapacitante, desencadeou a investigação.

No decurso das diligências, a PJ apurou "que o suspeito terá criado e utilizado múltiplos sites, páginas em redes sociais e plataformas digitais fraudulentas, recorrendo, ainda, a conteúdos produzidos com recurso a inteligência artificial, com o propósito de induzir terceiros em erro e levá-los a efetuar donativos que seriam desviados para entidades sob o seu controlo".

"Os factos investigados assumem particular gravidade e suscitaram elevado alarme social, uma vez que a atividade criminosa incidia sobre campanhas solidárias destinadas ao apoio de uma criança gravemente doente, explorando a vulnerabilidade emocional dos doadores e desviando verbas destinadas a fins humanitários", indica um comunicado enviado às redações.

A investigação permitiu recolher "fortes indícios da utilização de múltiplas contas bancárias, plataformas de pagamento e entidades intermediárias, visando dificultar a rastreabilidade financeira dos montantes obtidos ilicitamente".

No cumprimento do mandado emitido pelas autoridades judiciárias, foram realizadas diversas buscas e pesquisas informáticas, tendo sido apreendidos equipamentos de hardware, dispositivos móveis e outros elementos de prova.

O detido, com 36 anos, em situação irregular em território nacional, será presente a primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação das medidas de coação.

A investigação foi levada a cabo "em estreita articulação com o Ministério Público de Amares, visando apurar a total dimensão da atividade criminosa, a identificação de eventuais comparticipantes e o rastreio integral dos valores desviados".

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