Pedro Maló não participa na eleição à reitoria da UNL
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Pedro Maló não participa na eleição à reitoria da UNL

O docente da FCT da Universidade Nova de Lisboa alega que o Conselho Geral "não reúne a legitimidade ética e moral indispensável à condução isenta deste processo"
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É mais um episódio da intricada novela que envolve as eleições para o novo reitor da Universidade Nova de Lisboa. Pedro Maló anunciou esta terça-feira, 12 de maio, que afinal não vai prosseguir com a sua candidatura - a apresentação oficial da mesma estava marcada para amanhã, quarta-feira, e dia 13 de maio de 2026. Pelo menos, enquanto se mantiver este Conselho Geral. É isso que explica ao DN, em declarações adicionais a um comunicado enviado esta tarde.

No documento a que o DN teve acesso, Maló justifica a decisão com o facto de entender que "este Conselho Geral, não obstante dispor de legitimidade formal e legal para a realização das eleições", não reúne "a legitimidade ética e moral indispensável à condução isenta deste processo".

Numa extensa comunicação, o docente explana uma série de acontecimentos que o fazem acreditar que esta é a melhor decisão. Entre elas, escreve, está o facto de lhe ter sido "reportado, durante a semana transata, que foram exercidas pressões sobre os alunos conselheiros para assegurar a sua participação nesta reunião eleitoral. Considero profundamente preocupante que se tenha chegado a este ponto".

"Cumpre igualmente referir os dois pareceres surgidos, a título extemporâneo, em suporte das convocatórias. Recordo que, da última vez que este Conselho Geral acolheu um parecer nestas circunstâncias, a eleição teve de ser repetida, sendo essa, precisamente, a razão da presente situação. Os pareceres são, naturalmente, instrumentos legítimos de apoio à decisão, mas o seu valor depende da independência de quem os emite e de quem os encomenda. No caso presente, foram solicitados pela Reitoria, verificando-se um manifesto conflito de interesses entre o Reitor em exercício, Investigador Paulo Pereira, e o candidato Paulo Pereira".

O DN tem acompanhado todo o processo eleitoral para a reitoria da Universidade Nova de Lisboa, que continua, assim, envolto em polémica.

"Em face do exposto, considero não estarem reunidas as condições necessárias para que este processo eleitoral decorra com a isenção, a transparência e a credibilidade que o cargo de Reitor da Universidade Nova de Lisboa exige", escreve ainda Pedro Maló, que ainda esta terça-feira assina no Observador um artigo de opinião em que ataca de forma direta o atual reitor da UNL, e candidato a este ato eleitoral, Paulo Pereira.

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