Os municípios e as bacias hidrográficas que a Proteção Civil coloca sob o risco de cheias nos próximos dias
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou esta terça-feira, 3 de fevereiro, para o agravamento significativo das condições meteorológicas em Portugal continental, devido à passagem da depressão Leonardo, que deverá provocar chuva intensa e persistente, vento forte, agitação marítima e queda de neve nos próximos dias, num quadro meteorológico que se prevê mais gravoso até quinta-feira (5). A situação aumenta o risco de cheias e inundações, sobretudo em bacias hidrográficas historicamente mais vulneráveis.
Num aviso à população publicado esta tarde, a Proteção Civil diz que, de acordo com a informação hidrológica da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), vários rios apresentam condições para subidas rápidas de caudal, com possibilidade de transbordo e inundações em zonas urbanas e ribeirinhas. São mais de 50 os municípios assinalados como estando sob o risco elevado de inundações, de norte a sul do País.
A Proteção Civil apela à população para que acompanhe a evolução da situação e adote comportamentos preventivos, sobretudo nos concelhos identificados como estando em risco ou em situação de vigilância reforçada.
Veja quais os municípios em risco:
Terça-feira, 3 de fevereiro
Bacias hidrográficas e municípios potencialmente atingidos por inundações fluviais:
- Rio Vouga: Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede;
- Rio Águeda: Águeda;
- Rio Mondego: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Soure;
- Rio Lis: Leiria
- Rio Tejo: Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira, Vila Nova da Barquinha;
- Rio Sorraia: Coruche, Benavente;
- Rio Sado: Alcácer do Sal, Santiago do Cacém – com caudais superiores aos habituais, perigo para todas as atividades humanas realizadas no leito do rio e perigo potencial para aquelas que se realizem nas margens e áreas que se encontram inundada
Bacias hidrográficas e municípios em situação de vigilância:
- Rio Lima: Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima
- Rio Cávado: Braga; Barcelos; Vila Verde
- Rio Ave: Santo Tirso, Trofa; Vila Nova de Famalicão
- Rio Douro: Gondomar, Porto; Vila Nova de Gaia; Lamego; Peso da Régua
- Rio Tâmega: Chaves, Amarante - pode ocorrer uma subida de caudal acima do prprevisto. Recomenda-se o acompanhamento da situação hidrológica.
Quarta e quinta-feiras, 4 e 5 de fevereiro
Elevado risco de inundações:
Rio Lima: Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima
Rio Cávado: Braga; Barcelos; Vila Verde; Esposende
Rio Ave: Santo Tirso, Trofa; Vila Nova de Famalicão
Rio Douro: Gondomar, Porto; Vila Nova de Gaia; Lamego; Peso da Régua
Rio Tâmega: Chaves, Amarante
Rio Vouga: Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede
Rio Águeda: Águeda
Rio Mondego: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Soure
Rio Tejo: Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira, Vila Nova da Barquinha
Rio Sorraia: Coruche, Benavente
Efeitos expectáveis
A Proteção Civil avisa para um conjunto de consequências possíveis devido ao mau tempo, como o risco de inundações urbanas por acumulação de águas pluviais e obstrução de sistemas de drenagem; cheias devido ao transbordo de rios e ribeiras; deslizamentos de terras e derrocadas em zonas instáveis; piso rodoviário escorregadio, com lençóis de água, gelo ou neve; risco acrescido na orla costeira devido à forte agitação marítima; queda de objetos e estruturas soltas causada por vento forte; ou o desconforto térmico associado à intensificação do vento.
Medidas de prevenção
Entre as recomendações emitidas pela Proteção Civil estão a desobstrução de escoamentos de águas pluviais e remoção de objetos soltos; fixar estruturas, andaimes e mobiliário exterior; evitar circulação e estacionamento junto a árvores e zonas ribeirinhas; não atravessar áreas inundadas, a pé ou de viatura; evitar atividades junto ao mar e na orla costeira; conduzir com prudência e reduzir a velocidade, bem como acompanhar as previsões meteorológicas e cumprir as indicações da Proteção Civil.
A ANEPC reforça que a adoção destas medidas pode reduzir significativamente os impactos das condições meteorológicas adversas previstas para os próximos dias.
Pode consultar as recomendações completas da Proteção Civil neste link:

