O risco representado pelo hantavírus identificado num navio de cruzeiro ao largo de Cabo Verde é fraco e não é comparável com a covid-19, declarou esta quarta-feira, 6 de maio, à AFP o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS).Interrogado em Genebra pela agência de notícias francesa sobre o nível de urgência deste foco de vírus a bordo do HV Hondius no Atlântico, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, estimou que a aparição do hantavírus não é semelhante ao da covid-19 na sua fase inicial.“Neste momento, o risco para o resto do mundo é fraco”, estimou o diretor da organização.“Atualmente, temos oito casos suspeitos. Três pacientes foram retirados há apenas umas horas”, disse ainda Tedros Adhanom Ghebreyesus, referindo-se a dois membros da tripulação que adoeceram e a uma pessoa assintomática identificada como caso de contacto do vírus.O navio de cruzeiro HV Hondius, que navegava com cerca de 150 pessoas a bordo entre Ushuaia, na Argentina, e as Canárias, parou em Cabo Verde e desembarcou hoje os três passageiros, que foram transportados em aviões medicalizados.O navio esperava, após esta evacuação, rumar a Tenerife, no arquipélago das Canárias, onde deverá atracar “dentro de três dias”, segundo as autoridades espanholas.“A partir daí, é claro, os restantes passageiros regressarão aos seus respetivos países”, acrescentou Tedros, confirmando as declarações feitas pouco antes pela ministra da Saúde espanhola, Mónica García Gómez.“Já temos a bordo profissionais de saúde, incluindo pessoal da OMS. E continuaremos a monitorizar e a apoiar as pessoas a bordo. Acompanharemos também a situação no exterior”, acrescentou o diretor-geral da OMS.Dois passageiros recentes do MV Hondius deram positivo em Joanesburgo e Zurique, onde se encontram hospitalizados..Hantavírus. “Se fosse em Portugal, Madeira e Açores tinham condições para que o navio atracasse”, defende Filipe Froes.Cruzeiro com surto de hantavírus. Passageiros espanhóis vão ser examinados nas Canárias