"É obrigatório". Ministra do Ambiente recusa cancelar programa Volta apesar do apelo de Moedas
Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e da Energia, recusou esta quarta-feira, 16 de setembro, acabar com o sistema de devolução de garrafas e latas Volta, após ter sido questionada pelos jornalistas em Estrasburgo sobre o pedido feito pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, "cancelar de imediato" este programa.
O autarca lisboeta tinha criticado este programa na terça-feira, dizendo que se está a tornar num “imposto para quem paga" e num "drama social sem precedentes na cidade”.
Apesar de admitir "alguns problemas iniciais", a ministra diz que "não está na perspetiva" acabar com esse programa. "Ele é obrigatório a nível europeu. Aliás, é um instrumento muito importante para reutilizar o plástico", acrescentou ainda.
"Este programa está a ser bem sucedido no sentido em que conseguimos reutilizar já 304 milhões de garrafas desde que ele começou a dia 10 de abril", insistiu Maria da Graça Carvalho, notando que a meta de 40% de garrafas reembolsadas definida para o fim do ano já foi ultrapassada.
Para a ministra, os problemas que causam o "drama social (...) extravasam muito o problema do retorno dos plásticos" e está "relacionado com a pobreza, que está relacionado com os sem abrigo e que vão buscar alguma forma de ter algum rendimento utilizando estas garrafas".
Maria da Graça Carvalho admite que "há outras cidades na Europa que tiveram o mesmo problema", mas que adotaram soluções que envolvem colocar "as embalagens que têm retorno num recipiente separado do resto do lixo".
"Poderá ser uma das soluções. Estamos a estudar as soluções para aplicar e aí já se evita a questão de espalhar os resíduos, que é uma das questões que o presidente Carlos Moedas aponta", disse ainda.
