Obras na A1 concluídas em março. Até lá Brisa propõe "circulação em ambos os sentidos, limitada a uma via"
MIGUEL A. LOPES/LUSA

Obras na A1 concluídas em março. Até lá Brisa propõe "circulação em ambos os sentidos, limitada a uma via"

A Brisa estima que as obras na A1, em Coimbra, estejam concluídas no final da primeira semana de março. Informa que já foram concluídos "os trabalhos de enrocamento exterior do aterro e de estabilização da laje de transição da faixa Sul–Norte".
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A Brisa informou esta quarta-feira, 18 de fevereiro, que as obras no troço da A1, que colapsou devido ao rompimento de um dique no rio Mondego, em Coimbra, devem ficar concluídas até ao final da primeira semana de março.

"A previsão é que a abertura integral da A1 possa ocorrer até ao final da primeira semana de março, ficando dependente de decisão favorável do IMT e parecer técnico do Laboratório Nacional de Engenharia Civil", refere a empresa, em comunicado enviado às redações.

Até lá, a Brisa propõe uma abertura condicionada, "utilizando a plataforma do sentido Sul-Norte, para repor a circulação, dada a importância estratégica da A1 para a mobilidade nacional".

Caso a proposta da Brisa tenha, nos próximos dias, o parecer favorável das autoridades competentes - Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), apoiado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) -, "será efetuado o basculamento do trânsito ao longo de cerca de dois quilómetros, possibilitando a circulação em ambos os sentidos, limitada a uma via por sentido", explica a empresa.

“Acreditamos que nos próximos dias estaremos em condições de ter o tráfego a circular na plataforma Sul-Norte, naturalmente de forma condicionada", disse Manuel Melo, diretor-executivo da Brisa. "Será em meia autoestrada" que o tráfego irá circular "em dois sentidos". "Acreditamos que nos próximos dias essa possa ser uma realidade", disse Manuel Melo num ponto de situação sobre os trabalhos na A1.

A proposta "carece de uma análise, em primeira instância, por parte dessas autoridades, de uma vistoria, da realização dos testes que considerarem necessários e, depois, de uma decisão final, que em conjunto connosco, acreditamos que será tomada nos próximos dias”, disse.

A Brisa informa ainda que decidiu adjudicar a reparação do aterro e pavimentação da faixa Norte–Sul, cujos trabalhos começaram esta quarta-feira, de modo a "reduzir entre uma a duas semanas o prazo inicialmente previsto de conclusão" dos trabalhos e "minimizar o impacto para os utilizadores" desta via.

Em menos de uma semana, informa ainda a Brisa, "foram concluídos os trabalhos de enrocamento exterior do aterro e de estabilização da laje de transição da faixa Sul–Norte".

O colapso do troço da A1 aconteceu na passada quarta-feira (11 de fevereiro), ao quilómetro 191, perto de Coimbra, na sequência do rebentamento do dique do rio Mondego, "que provocou a escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto". "A situação resultou de um débito absolutamente excecional, superior a 2100 metros cúbicos de água por segundo", diz a Brisa, referindo-se a "um cenário anómalo e externo" à empresa.

Na nota, a Brisa estima que a "reconstrução da plataforma estará concluída em 10 dias e a reposição total da circulação deverá acontecer num prazo previsivelmente pouco superior a 20 dias após o incidente", o que considera ser "um tempo de recuperação extraordinário para uma obra com esta dimensão e complexidade".

A empresa afirma que tem estado a trabalhar em articulação permanente com o IMT, com avaliações técnicas do LNEC e do Ministério das Infraestruturas e Habitação, e assegura que estão a ser feitos "todos os esforços para restabelecer, com a maior brevidade, qualidade e segurança, a circulação na A1".

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