Números aproximam-se das metas de Marcelo

No número de novos infetados por dia, os números estabelecidos pelo Presidente da República já foram atingidos. A progressão maior a ser feita é no número de internados nos cuidados intensivos

"Temos, até à Páscoa, de descer os infetados para menos de dois mil, para que os internamentos e os cuidados intensivos desçam dos mais de cinco mil e mais de oitocentos, agora, para perto de um quarto desses valores."

Estas eram as metas que o Presidente da República estabelecia para se poder desconfinar outra vez o país, em 11 de fevereiro, numa mensagem ao país explicando porque renovava mais uma vez o estado de emergência.

Cerca de duas semanas passadas, ambos os valores (internados gerais e internados em cuidados intensivos) vão-se aproximando das metas presidenciais.

Aliás, nos novos infetados por dia a meta já foi superada. Ontem o boletim da DGS revelava que tinham sido 1071 nas últimas 24 horas. Ora este valor é quase metade dos "menos de dois mil" que o Presidente da República exigia.

O que falta agora é que a diminuição da incidência da pandemia prossiga como nas últimas semanas - e Marcelo já deixou bem claro que quer que o confinamento geral prossiga "março fora". E isto sem, por exemplo, reabertura a meio do mês do sistema de ensino presencial para os mais novos porque, como disse há três dias, "a Páscoa é um tempo arriscado para mensagens confusas ou contraditórias" como por exemplo "a de abrir sem critério antes da Páscoa, para nela fechar logo a seguir, para voltar a abrir depois dela".

Nos novos infetados/dia já se atingiram os valores que o PR pretende mas nos internamentos gerais e nos internamentos em cuidados intensivos não. Marcelo pretende que estes valores não ultrapassem, respetivamente, 1250 e 200 - mas atualmente são 2180 e 492 (números de ontem da DGS).

Ambos os valores têm vindo a diminuir mas a velocidades diferentes. Nos internamentos em UCI, o número de ontem remete para os valores da terceira semana de novembro. Quanto ao número total de internados, os dados atuais remetem para o início do mesmo mês. Dito de outra forma: o número de internados ligeiros diminui a uma velocidade maior do que o número de internados graves.

Na próxima reunião do Infarmed poderão ser conhecidos critérios numéricos concretos de confinamento e/ou desconfinamento (critérios que também envolvem o Rt, o índice de transmissibilidade, que é de 0,68, o valor mais baixo desde o início da pandemia e atualmente de toda a UE. No dia 11 o Governo anunciará o seu plano de desconfinamento - e o primeiro-ministro já disse que o quer "gradual" e "guiado por critérios objetivos".

Essencial, também, tanto na perspetiva do PR como do PM é a evolução da vacinação - nomeadamente porque o poder político está avisado pelos cientistas de que a variante britânica do vírus voltará a ter um "crescimento exponencial" numa situação de desconfinamento.

Números ontem divulgados pelo ministério da Saúde dizem que um total de 837,9 mil vacinas contra a covid-19 foram administradas em Portugal desde 27 de dezembro, quando foi dada a primeira dose. Destas, já 263,8 mil correspondem já a segundas doses.

Portugal recebeu pouco mais de um milhão de doses de vacinas, tendo sido entregues 27,3 mil doses para cada uma das regiões autónomas.

Foram administradas 199,8 mil doses a 111,5 mil profissionais de saúde, sendo que 88,3 já receberam a segunda dose. Dos grupos prioritários definidos para a primeira fase do processo, foram administradas 200,8 mil vacinas a pessoas de Estruturas Residenciais para Idosos e da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, das quais 129,5 mil já com a segunda dose.

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