Hospital do Barreiro
Hospital do BarreiroFoto: Arquivo

Novas urgências centralizadas serão identificadas até final de novembro, assegura ministério

Identificação resultará de uma avaliação técnica que tem em conta capacidade instalada, os recursos humanos disponíveis, diferenciação de cada unidade, acessibilidade e circuitos de referenciação.
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O Ministério da Saúde conta identificar, até ao final de novembro, as novas urgências de âmbito regional, sendo que a ortopedia em Lisboa e Vale do Tejo é uma das respostas a considerar nesse processo. “A intenção é ter, até ao final de novembro de 2026, identificadas as urgências que poderão ser de âmbito regional, incluindo as especialidades em que uma resposta centralizada se justifique”, adiantou esta segunda-feira, 24 de agosto, o ministério tutelado por Ana Paula Martins, contactado pela Lusa.

Essa identificação resultará da avaliação técnica que está a ser realizada pelos peritos do grupo de trabalho que tem em conta a capacidade instalada, os recursos humanos disponíveis, a diferenciação de cada unidade, a acessibilidade e os circuitos de referenciação. O grupo é coordenado pelo médico anestesiologista António Marques da Silva.

“Nesse processo, será feito um trabalho semelhante ao que foi realizado na reorganização da resposta de ginecologia e obstetrícia”, explicou o ministério, frisando que rede será definida com base nas necessidades das populações e na capacidade efetiva do SNS, “concentrando respostas diferenciadas quando isso permita garantir maior segurança, qualidade e disponibilidade dos cuidados, sem perder a necessária proximidade”.

“A resposta urgente de ortopedia na região de Lisboa e Vale do Tejo será uma das matérias a considerar no processo de definição das urgências centralizadas”, acrescentou o ministério, recordando que a atual Rede Nacional de Urgência e Emergência assenta numa arquitetura que foi definida há mais de uma década, com a classificação dos serviços de urgência consolidada em 2015.

Desde então, o “Serviço Nacional de Saúde (SNS), a demografia, a distribuição dos profissionais e a própria realidade assistencial mudaram profundamente”, o que levou o atual Governo a rever a rede de urgências.

“Não se trata de responder casuisticamente a cada constrangimento, mas de aproveitar estes desafios para construir uma rede mais integrada, diferenciada e sustentável”, explica o ministério, que pretende garantir aos doentes "a resposta certa, no lugar certo e no tempo certo”.

Ana Paula Martins determinou a revisão da atual rede de mais de 160 serviços urgência num despacho publicado em junho, prevendo a criação de urgências centralizadas sempre que isso se justifique, através da concentração e coordenação da resposta local e regional de determinadas especialidades médicas e cirúrgicas.

Esta revisão abrange também a articulação da rede hospitalar com o Sistema Integrado de Emergência Médica e a reorganização dos circuitos de referenciação, incluindo as Vias Verdes.

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