A manhã começou movimentada nas escolas portuguesas, com estudantes à procura das notas dos exames nacionais. Após um dia de angústia e espera, parte das classificações chegou às escolas por volta das 20:00 de sexta-feira, mas cada estabelecimento de ensino decidiu se mantinha as portas abertas até mais tarde ou se afixava as pautas apenas na manhã deste sábado, 18 de julho.A decisão ficou também a dever-se, em parte, à indisponibilidade de profissionais para fazer horas extraordinárias durante a noite, depois de várias horas de incerteza. No Liceu Camões, em Lisboa, as pautas foram afixadas esta manhã.Em declarações à RTP, o diretor da escola, Ricardo Farias, explicou as razões da decisão. "A escola tem um horário de funcionamento. Não conseguimos mobilizar muitas pessoas para estarem aqui e conseguirem produzir as pautas em tempo útil e decidimos que fosse hoje de manhã", afirmou.Em entrevista à SIC Notícias, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, afirmou que escolas tinham a obrigação de fazer chegar as notas dos exames aos alunos ainda esta sexta-feira. Na RTP esta manhã, o diretor Paulo Mota, da escola Almeida Garret, relatou que o e-mail com a informação sobre a fixação das notas às 19:30 chegou às 19:19. Notas negativasAlém do atraso no envio das notas, há inúmeros relatos de notas com erros, que aparecem como negativas ou mesmo estudantes sem as notas. Até agora, é desconhecido o critério para que um aluno tenha a correção correta e outros não. "Houve aqui alguma imprudência quando estas notas", resumiu o diretor do Liceu Camões. O educador diz desconhecer a razão para o fenómeno.Outra preocupação é com a ausência de notas dos alunos do nono ano. A situação causa constrangimento a algumas famílias, como aquelas que já tinham viagens marcadas. Este problema, aliás, vem sendo alertado desde o início da polémica dos exames, cercados de falhas durante todo o processo.Ministro admite falhasO Ministro da Educação, Fernando Alexandre, reconheceu que a primeira fase de exames nacionais enfrentou sérios problemas logísticos, mas assegurou que as falhas já estão identificadas para garantir que a segunda fase decorra sem sobressaltos.Na entrevista à SIC Notícias, o governante prometeu que o processo vai "correr bem" na próxima etapa, após uma madrugada de esforço excecional por parte dos docentes e os atrasos que ocorreram esta sexta-feira na divulgação dos resultados."Houve muita coisa que não correu bem", reconheceu o ministro, apontando diretamente para uma falha no software relacionada com a leitura dos QR Codes.*Notícia em permanente atualização.Ministro da Educação garante que segunda fase das provas vai "correr bem" após maratona de correções.Seguro: "Exames nacionais? Processo de avaliação não correu bem"