Publicação foi na rede social TikTok.
Publicação foi na rede social TikTok.Foto: DR

"Não bati ninguém, fugi simplesmente". Em vídeo, homem que fugiu do tribunal promete entregar-se

"Está tudo pernas viradas para o avesso e eu peço, peço que analisem isto a profundo, que vejam como está e, principalmente, eu não fugi do tribunal para provar, para apurar a minha inocência", explicou no vídeo.
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O arguido que fugiu do tribunal de Ponte de Sor e se encontra foragido publicou um vídeo nas redes sociais em que promete entregar-se às autoridades. Em seis minutos de gravação, o suspeito justifica a fuga como medo de ameaças, em especial contra a família, nomeadamente a mulher que está grávida.

A fuga do tribunal aconteceu a 12 de maio, em Ponte do Sor. O caso está relacionado com alegados disparos de arma de fogo contra uma viatura, além do crime de resistência e coação sobre um funcionário. A fuga ocorreu durante o primeiro interrogatório judicial.

“Brevemente, vou-me entregar perante a Justiça, pois sei que os meus atos têm consequências muito graves. E a lei tem que ser igual para todos, e sei que a lei não está acima de ninguém, e ninguém está acima da lei. Estou muito arrependido daquilo que fiz, só estou assim nesta situação porque tenho muito medo do que possam vir a fazer à minha família, inclusivamente aos meus filhos”, disse.

O arguido alegou não ser “totalmente” culpado. "Eu não fugi do tribunal para provar, para apurar a minha inocência, que eu não sou 100% inocente, também não sou 100% culpado, mas sim fiz isto porque é para verem mesmo realmente que eles, as pessoas que estão envolvidas nisto, também são culpadas, não sou só eu, são, eles são 98% culpados pelos atos que eu cometi”.

Para conseguir fugir, o indivíduo contou com ajuda de diversas pessoas que se encontravam no local e criaram uma espécie de cordão humano. Assim, o trabalho da GNR ficou dificultado. O arguido é suspeito do crime de homicídio.

O Conselho Superior da Magistratura (CSM) explicou na altura que “nos últimos meses, tinham sido já registados vários episódios de distúrbios e agressões associados à presença de grupos rivais em tribunais da comarca, situações que chegaram a exigir intervenção policial”.

Em abril, a comarca de Portalegre tinha já reportado preocupações relacionadas com as condições de segurança em tribunais sem vigilância permanente. “Na sequência dessas ocorrências, os órgãos de gestão da comarca solicitaram avaliações relativas ao reforço das condições de segurança dos edifícios judiciais, incluindo a eventual instalação de dispositivos de controlo de acessos, como pórticos detetores de metais, sistemas de videovigilância e reforço de vigilância presencial”, sublinha o CSM.

amanda.lima@dn.pt

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